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sexta-feira, 1 de maio de 2015

wake up boo! [1995] the boo radleys

acordei antes das oito.
há (precisamente) um ano atrás estava a viver o meu primeiro dia de desemprego.
no(s) entretanto(s) o tempo passou e,
se umas quantas cenas se mantiveram, outras quantas coisas mudaram.
e se hoje me levantei antes das oito, há um ano a essa hora estaria para-aí a deitar-me.

anyway, a vila estava deserta e até a praça não tinha mais que um par de pessoas.
passei por uns quantos cafés fechados e entrei no primeiro que tinha a porta aberta.
disse bom-dia à senhora e a senhora disse-me bom dia (a mim).
perguntou-me se queria café; e eu disse que sim.
perguntou-se se eu sabia que dia era; e eu disse que sim.
perguntou-me se (eu) tinha caído da cama, e eu disse que não.

antes que o silêncio se instalasse e (consequentemente) se prolongasse,
achei por bem explicar-me:
sabe, disse eu à senhora, a minha patroa é uma jóia de pessoa;
pedi-lhe para trabalhar no dia de hoje e ela concordou.

em verdade vos digo: posso não ter tido resposta
mas a expressão da senhora foi qualquer coisa de priceless.

quinta-feira, 26 de março de 2015

just when you're thinkin' things over [1995] the charlatans


saudações joviais, nobre(s) terráqueo(s):

eis que com pesar (ou alegria, num-sei!)
se finda a jornada iniciada a um de maio.
adeus tempos de preguiça, à força de nada ter para fazer.
e, adeus preguiçosos tempos em que não me apetecia fazer nada.
e, adeus às contínuas tardes e noites passadas na conversa e na consola
e pontualmente pontuadas pela dona ermelinda (e não só).

adeus às germânicas e francesas tardes...
...em que à força de ter sido inscrito...
posso agora escrever:
ich bin éme und je suis paresseux et...
tu sais ce que il est rien de cette vie?
...est rien-de-cette-vie.

anyway, era somente para escrever que agora que trabalho,
sou (bem) capaz de passar a 'postar' um pouco menos.

saúdinha-da-boa, éme.

sexta-feira, 19 de setembro de 2014

for tomorrow [visit to primrose extended mix]

escrever sobre o dia seguinte pode, ou não, ser difícil;
mas é mais fácil, se escrevermos às vinte-e-três-e-cinquenta-e-oito.

de-modos-que:
é isso.

e o que (raio) tem esta música a ver com o post
como diria jota: nada-desta-vida.... 
e sabes o que é nada desta vida? ....  
é nada-desta-vida.

quinta-feira, 14 de agosto de 2014

lana del rey [2012?] kinda outta luck [cover not]

isto é um ultraje,
uma vil e baixinha ofensa; ...
.. um pequeno delito, vá...

usar a etiqueta das cover's para uma música que não é cover não me parece bem;
na verdade, uma nova etiqueta seria a (natural) opção a tomar.
mas não foi, e, de-modos-que:
aqui-del-rey, morra o dantas, cenas-tipo-coisas-mas-do-tipo-baixinho-e-vil...
...yada-yada-yada, pim-pan*-pum, pardais-aos-ninho...e insultos que não se escrevem.

é uma música da lana del rey sem fazer parte da discografia da lana del rey,
é um um video em que aparece o will e. coyote,
e...

- não é uma cover!?
- sim, não é uma cover.
- então cria outra etiqueta!
- não me apetece.
- então vais pôr um original com a etiqueta de uma cover?
- vou.
- só porque te apetece?
- sim.
- não podias arranjar uma desculpa?
- poder, podia; mas ouvi o MEC defender o "o não me apetece" e pareceu-me genial...
- .... wtf?
- yeap. para quê o:
     - ah e tal nesse dia já tenho cenas combinadas... [ou]
     - tenho que ver a agenda, mas se puder... apareço [ou]
     - é isso. ... só é pena nesse dia eu já ter cenas, senão... [ou]
     - yah, yah, eu depois ligo para marcar cenas...
     - boa ideia, mas agora já não dá...
- então, em vez de desculpas vais optar pelo "não me apetece"?
- hmmm....num-sei.



* este "pan" não tem qualquer conotação com um partido político ou (mesmo) com uma linha de comando do cad ou do photoshop.

quarta-feira, 6 de agosto de 2014

l.s.f.

ideia palerma (e estupidamente cansativa):
descer (e depois subir) todos os degraus da barragem de vilarinho das furnas.
ideia posterior (e teoricamente preguiçosó-palerma):
gin, água tónica e calipo de limão (para poupar o esforço do gelo e do limão).
na verdade, as ideias não foram palermas...
... palerma foi pô-las em prática.

domingo, 20 de julho de 2014

lost souls forever

- formaste-te na tua cena em dois-mil-e-poucos... ?
- yeap....
- e durante uma década trabalhaste na tua área... ?
- na verdade não foi tanto tempo assim.
- e iniciaste o mestrado... ?
- yeap... mas desisti; escrever é uma cena-que-não-me-assiste...
- e agora estás desempregado...
- ... na verdade, considero-me desocupado:
         ... parece igual, é semelhante, mas diferente.
- e em vez de acabares o mestrado, vais (tentar) licenciares-te outra vez?
- yeap....
- pensaste nisso?
- yeah-but-no-but-yes...-but-no.
- não percebi: pensaste (nisso) ou nem por isso?
- pensar, (até) pensei pensar;
       .... mas sempre que tento pensar no assunto, visualizo (mentalmente) isto:

terça-feira, 8 de julho de 2014

the weight of my words

a promoção era clara: um quilo xl a um preço xis-pê-tê-ó.
o que para mim não era claro era o (próprio) quilo xl: e quê, pesa um quilo ou pesa um quilo e mais um bocadinho? e há quilos xs? e se há, é um quilo mitrado ou na verdade também pesa um quilo? e seu eu continuar a engordar, posso dizer que peso o mesmo só que em formato xl?

(quer-se dizer,) às vezes penso que parei no tempo e outras acho que comecei a regredir:
não sei escrever de acordo com o (des)acordo ortográfico
nem ler as ésse-éme-ésse que me enviam cheias de kapas e afins;
plutão também já não é um planeta;
e no entretanto os pesos vêm em medidas...
... mais um par de anos e sou oficialmente um analfabeto.

segunda-feira, 7 de julho de 2014

chemical world (reworked)

disse-me que aquele era o chá: que era adelgaçante e (também) refirmante; que tinha o seu quê de desintoxicante e (também) de diurético; e que, para além de tudo, valia pelo seu sabor único e extremamente agradável. claro está, acrescentou, que não era miraculoso e que os resultados seriam visíveis se também me alimentasse de um modo saudável e fizesse exercício amiúde.

no shit, se me alimentasse (religiosamente) de um modo saudável e fizesse exercício amiúde, porque raio haveria eu de beber um chá de legumes com travo a anis?

quarta-feira, 2 de julho de 2014

holding on to you

tomei café, como tomo sempre café pouco depois de acordar. estranhamente, e em vez dos (monótonos) singles do costume, dei por mim no café a ouvir terence trent d'arby.
[...I left the east side for a west coast beauty...]

há muito que não ouvia terence trent d'arby: lembrei-me do secundário e das tranças que fiz à pala deste senhor. a sua música nunca foi das minhas preferidas, mas gostava muito de um dos seus álbuns, (assim como das suas tranças). lembrei-me também que nos primeiros tempos que as usei, o meu pai não me falou. presumo que para um militar não fosse fácil jantar tendo à sua frente um filho sob umas dezenas de trançinhas.
[...they say that all poets must have an unrquited love...]

anyway, vim para casa e percorri todos os sites de empregos ao som de terence trent d'arby. site a site, mail a mail, tudo foi agrupado na pasta de "nada-desta-vista". ou seja, tudo igual a ontem e a anteontem. (mas) com a diferença que hoje deu-me para ouvir terence trent d'arby.
[... goodbye picasso, hello dali...]


quinta-feira, 26 de junho de 2014

failure [alfie remix]

Portugal perdeu o primeiro jogo;
Portugal, e ao cair do pano, empatou o segundo;
Portugal, e graças a um golo do Gana, ganhou o terceiro;
Agora sim, estamos preparados para golear.


ok computer

passei a manhã a tentar instalar o scanner no computador.
liguei e desliguei cabos e instalei e desinstalei drivers.
procurei fóruns e li-os em zapping e depois reli-os com atenção.
descobri janelas no windows (no shit,) e uma série de definições.
passadas todas estas horas confesso que não me chateia o tempo gasto,
o que me aborrece é desconhecer se fui ou não bem sucedido:
o que (parecendo que não,) é complicado pois o computador (agora) não liga.

domingo, 22 de junho de 2014

shoot the runner

findou o jantar e demos um salto à (itinerante) feira popular: (o que, na verdade, era) uma série de barracas que circundavam a rotunda com vista para a casa-da-música.
éfe escolheu a pseudo-pistola. falhou um tiro e não teve direito a um peluche.
éne optou pelos dardos, falhou dois balões e não teve direito a um peluche.
hagá não acertou numa lata, e (naturalmente) não teve direito a um peluche.
(já) eu fui para a barraca ao lado, e não é para me gabar, mas não derramei nenhuma cerveja.

failure

não conhecia a maioria do pessoal sentado à mesa de jantar. optei por (os) ouvir, acreditando que no entretanto me ocorria algo de inteligente para dizer.
sucedeu-se o yada-yada-ydada de assunto em assunto até se começar a discutir o que cada um iria jantar.
escolhe isto, que é bom, disse alguém que eu mal conhecia.
- nunca cá estive, que recomendam? questionou o hagá,
- quero uma pizza... (é que) não como uma há mais de quinhentos anos... disse a senhora (que eu não conhecia).
- a sério, disse eu, pensava que era ligeiramente mais nova.
o silêncio que se seguiu levou-me a acreditar que talvez pudesse ter escolhido outras palavras.

sexta-feira, 20 de junho de 2014

about today [live]


estar desempregado é ver passar as sextas
tal qual passam quaisquer outros dias.
há uma semana a findar,
mas não é a mesma coisa.
há um fim-de-semana a espreitar,
mas não é a mesma coisa.
o dia não passa tão devagar,
e não, não é a mesma coisa.

oh, a palerma (da) nostalgia.
oh, a idiota (da) melancolia.
(e) oh, a imbecil (da) (não)-poesia.

penso como será o (meu) final de tarde,
(e) uma dúvida principia a me atormentar:
minis fresquinhas ou tónicos gins?



quinta-feira, 19 de junho de 2014

take on me [covered by aqualung]


hoje acordei à hora certa; o que, quando (des)ocupado se está,
é tão importante como um enfeite de natal no hanukkah.

mal desperto, e com o café (ainda) a meio, fui atacado por um otoverme: era o take on me. (quer-se dizer), não bastava já o desemprego, que parecendo que não é coisa que aborrece, e agora (ainda) tenho de ouvir mentalmente os a-ha.
[...we're talking away, i don't know what i'm to say...]

sim, quem me conhece dirá: ah-e-tal não sei porque te queixas, volta-e-meia ouves o i want love, de-modo(s)-que-não estou a ver a diferença.

mas não, não é igual, na verdade é (bem) diferente. confesso que gosto do i want love e tenho outros guilty pleasures nas minhas playlists; mas nunca o take on me. esse tenho-o agora, mas na cabeça, e em forma de otoverme.
[...so needless to say, i'm odds and ends...]

e tento-me concentrar-me e...
[...take on me...]
e tento focar-me e...
[...i'lll be gone...]
e solto um f*da-se e...
[...tiri-tiri-tiri-tiiii...]

dizem que há dias que mais vale não sair de casa,
e pode (até) haver uma certa razão nisso,
mas, fuck, eu hoje ainda nem saí de casa,
de-modo(s) que quero nem opinar sobre o assunto.

terça-feira, 17 de junho de 2014

everyday is like sunday

ontem o dia principiou por nem correr bem nem mal; antes pelo contrário. depois lá chegaram as cinco, e se por um lado era suposto haver um jogo entre duas selecções, por outro, apenas uma é que decidiu jogar. a surpresa é que não foi surpresa nenhuma: não há nada de incomum em ver Portugal "de-quatro" perante a Alemanha.

anyway, o dia lá continuou ao ponto de comentar o meu (próprio) post. é oficial: largos minutos têm as horas de um (des)ocupado dia. ou, como diria não-sei-quem: podia dar-te para pior, mas (também) não estou a ver como.

eis-me agora a descrever o dia de ontem e a constatar o drama em que enfiei: perdi o meu ódio de estimação, fuck; estar (des)ocupado é passar uma segunda-feira sem a odiar. e não há como um ódio de estimação. (e) o meu ódio de estimação era a segunda, e agora passa a segunda e eu, nem por um segundo, a odeio. é-que-nem-é-bom.

tenho de arranjar um plano, órfão do meu ódio de estimação é que não posso ficar. (agora) há em mim uma necessidade de planear o: "ódio às segundas: o regresso". pergunto-me o que faria o grande génio do século vinte perante esta situação? (já pesquisei o catálogo da acme e nada me chamou a atenção).

talvez o segredo esteja na playlist. criarei um playlist específica para tocar às segundas: pan pipes play celine dion love songs, intercalado: por gravações de crianços sem jeito para a música a tocar clássicas partituras ao piano ou violino; êxitos dos noventas e oitentas que não eram suficientemente maus para serem bons; hinos de partidárias campanhas; singles daquelas (desconhecidas) bandas dos programas da manhã e da tarde que fazem o tradicional pimba parecer erudito; e tanbém as baladas daquelas bandas que se julgam rock e (na realidade) fazem um uma cena fê-éme tão cool como uma beterraba numa fruteira. isto e one direction's e afins.

yep, será a playlist das playlist's e eu, bem, eu já me vejo a lentamente principiar a (re)odiar as segundas.
pronto's. (e) é isto. fiquem bem que eu vou ali a um sítio ver se encontro outras melódicas pérolas para compor o (genial) plano.



segunda-feira, 16 de junho de 2014

it's no good

há um par de semanas foi massive attack; e na passada semana foi depeche mode; para a semana que hoje se inicia ainda não me decidi pela banda sonora do meu (des)ocupado tempo.

como se indefinição se arrastava, optei por ligar a televisão num qualquer noticioso canal.
[ok, o televisivo yada-yada-yada é uma companhia que, parecendo que não, (até) distrai. de-modo(s)-que decidi desligá-la quando (finalmente) elegesse a banda (ou ouvisse cê-érre-sete mais que trinta e seis vezes.)]

(ainda) não passaram vinte minutos e já desliguei a tê-vê. (e,) a banda sonora continha por eleger: the national? bowie? blur? num-sei.

sei que gosto de futebol, mas daquele que dura noventa minutos e que começa e acaba com o apito do árbitro. (já) quanto aos infindáveis pormenores pré-jogo, com filmados directos de hora-a-hora intervalados por comentadores sempre prontos a tudo dizer para nada acrescentar, (já) não tenho paciência nem pachorra.

a tê-vê permanecerá desligada até à hora do jogo. pixies? pavement? jeff buckley? (ainda) num-sei.
sei que são onze contra onze e no final ganha a Alemanha, de-modo(s) que, vamos lá Portugal, vamos ser a excepção que confirma a regra.

terça-feira, 27 de maio de 2014

carrot rope

lanchei uma cenoura enrolada em fiambre.
sabia que o (des)semprego seria complicado,
mas nunca me imaginei numa situação destas.

sexta-feira, 25 de abril de 2014

vinte cinco d'abril sempre

(até) porque é feriado e não seria (de todo) chato
que todos os dias fossem feriado;
quer-se-dizer, e daí que
(talvez)... num-sei.

terça-feira, 15 de abril de 2014

it's a hard life

há em mim uma moleza tão molenga e preguiçosa,
que vai ser criminoso desperdiçá-la no trabalho.