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quinta-feira, 26 de março de 2009

oh vida...

uma vez que a barriga teima em continuar a crescer e a sua escala há muito que extravasa a casa dos vinte's, decidi-me mudar para a casa dos trinta's.
ps. tal não invalida que mandem as prendinhas para a morada do costume.

terça-feira, 17 de março de 2009

rói-te de inveja, schumacher

ia eu, hoje pela manhã, a conduzir ali para um sítio quando por mim passou um ciclista de telemóvel na mão e interessante conversa. Parei de cantarolar a decadência dos fumadores à porta do hospital e usei o neurónio acordado para questinar a pertinência de multar ciclistas ao temóvel. o convicto raciocínio só foi interrompido pelo acordar do segundo neurónio; com a voz ainda rouca e rindo de baixinho perguntou-me qual a sensação de ser ultrapassado por um ciclista ao telemóvel.

segunda-feira, 16 de março de 2009

pode a discussão amorosa gerar euros?

ela confrontou-me comigo próprio, defendendo que eu tanto digo uma coisa como afirmo outra; da minha boca apenas saiu um "eu não menti; a verdade é que mudou". ela teria mil e dois motivos para me arrasar, só que após tamanha barbaridade eu alheei-me da conversa e, agarrando no telemóvel, tentei ligar para todos os partidos políticos que conheço. parecendo que não, parece-me uma óptima frase para as próximas eleições.

sexta-feira, 13 de março de 2009

opções

isto de ter um emprego que não pára de me dar trabalho e simultaneamente querer manter um blog com regulares postagens parece-me cada vez mais complicado de gerir. alguém sabe como me posso despedir com justa causa?

sábado, 14 de fevereiro de 2009

avalentinado dia

acordei de manhã pensando no porquê de não ter acordado mais tarde. li o jornal pachorrentemente e decidi voltar para casa. o interior da sala e da cozinha assemelhavam-se com um centro de reciclagem e não havia recôndito lugar que não tivesse uma vazia garrafa. decidi que tinha de arrumar tudo e foi sentar-me ao computador, meia hora depois ainda não me tinha decidido pela playlist que me acompanharia na estranha missão de dar um aspecto de casa à casa. não sei se foi durante o tainted love ou tema do alf que me decidi a mexer: levando os bancos para a cozinha e trazendo os papéis para a sala; apanhando aqui e ali e além garragas e deixando-as acomodadinhas junto às máquinas da roupa, iam restos para o lixo enquanto pilha de loiça bailava entre a mesa, o lava-louça e a abençoada máquina que lava aquilo tudo. à medida que o espaço à minha beira aumentava decidi começar a cozinhar para a mi muka. tirei já não sei bem que carnes ou vegetais do congelador e juntei-lhes tudo o me foi aparecendo à frente: o alho pareceu-me uma boa opção e a noz moscada nem por isso, algures por aí adicionei uma sopa instantânea de cebola e arrumei mais umas quantas cenas. no meio disto aparece d. em boxers a balbucionar uma qualquer língua estranha. disse-me que ontem tinha ido ao contagiarte e depois tinha ido com o pm. para o altar. disse-lhe que era na boa, que não tenho qualquer tipo de preconceitos e que inclusivé de manhã tinha comprado o brokeback mountain que vinha com o público. ele fez uma estranha expressão e disse-me que o altar era um bar em cedofeita. após o silêncio disse-lhe que mi muka estava a chegar e acrescentei que, na minha singela opinião, pensava que se ela queria ver um tipo de boxers ao chegar a casa, então que esse tipo deveria ser eu. ele foi tomar banho e eu fui comprar sal; parecendo que não, uma sopa instântanea de cebola faz milagres numa receita, mas pôr-lhe sal também ajuada. desci carregado de garrafas, passei pelo vidrão e pelo supermercado e subi com mais três garrafas. pousei-as, mexi aquilo que estava a fazer e fui comprar sal. no entretanto apareceu a mi muka, falei-lhe na importância das intenções e ela perguntou-me se estava a falar do mestrado ou da ausência da prendas. disfarcei juntando tudo na mesma panela enquanto cantatolava "ai se tivesse olfacto isto iria-me cheirar muito bem. a mesa pôs-se (embora não sozinha), a mistela estava comestível e o vinho deveria figurar nos dez melhores abaixo dos dois euros e meio. comemos gelado enquanto víamos o how i met your mother, e agora enquanto ela se arranja e eu teclo por aqui apercebo-me que dentro de umas horitas estarei no centro luso-venezuelano de grijó a ouvir um sul-americano cantor carregado de êxitos dos anos oitenta. e é essa beleza de namorar com uma venezuelana, se não fosse por ela, hoje acabaria o dia na casa da música a ouvir tindersticks ou então tinha dado um salto ao salão erótico...oh vida.

terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

os meus eus

existem, entre o meu eu social e o meu eu profissional, irreconciliáveis diferenças: como arquitecto gosto de linhas sóbrias.

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

camisola amarela, o atleta

e queria aqui anunciar-me (faz favor) como o atleta mais coerente de todos os tempos: sou mau em qualquer desporto.

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009

o desesperar do jovem empregado

e eis que chega ao fim uma primeira semana de trabalho que de fácil pouco ou nada teve: houve uma entrega e logo uma impressora decidiu entrar em greve; uma hora de almoço passada à frente do computador; uma tradução de um texto que resultou numa prosa portuganhola, desenhos do existente distintos das fotos dos mesmos; ecrãs azuis antes de um qualquer save e por cada café bebido, cinco foram tirados. e embora isto seja normal, não sei se vou aguentar, por inconcebível que pareça já ouvi por mais que uma vez o beautiful do james blunt.

sexta-feira, 30 de janeiro de 2009

camisola amarela, o gaulês

ontem; a noite já ia longa quando cheguei a casa e antes (mesmo) de abrir a porta do quarto meti a pé na poça. achei literalmente estranho mas não eram horas para me estar a preocupar. lembro-me de abrir a porta e deparar com um dantesco cenário caótico claramente superior à desarrumação tradicionalmente instalada, mas logo a seguir fechei os olhos na esperança de os abrir perante uma diferente visão. no entretanto puxei por um cobertor, dei um salto à cozinha para furtar um achocolatado leite do frigorífico e fui deitar-me no sofá da sala. tive o cuidado de orientar estrategicamente o computador para ver mais um episódio da gray's anatomy mas nem me lembrei de colocar os puff's ao lado do sofá.
hoje; o acordar foi novamente doloroso, não havia necessidade da minha costela ir meter conversa com o tapete da sala. e foi entre ai's e ui's que me ergui pensando no estranho sonho que tinha tido. depois cheguei ao quarto e descobri que não sonhei nada. o tecto falso estava espalhado pelo soalho da quarto e pelos mosaicos da casa de banho. havia gesso cartonado nas adidas titan e pingas de reboco na gravata favorita. ver a cama parcialmente salpicada de uma nhanha cinzenta custou-me mas das esborratadas botinhas novas de lisa sola não tive pena nenhuma; e no meio disto tudo, um tímido ping ping largava a corroída tubagem para ir ter com o rodapé.
oh vida, e eu que sempre pensei que o facto do obélix e restantes gauleses temerem a queda do céu sobre suas cabeças fosse apenas uma (in)útil palermice.

quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

dias de iNOTulidade

e eis que chega o fim; dos dia de nunhum-fazer intercalados por noites de tardios copos ficaram as memórias (ou faltas delas). voltar a trabalhar é bom, ainda que um pouco assustador.

se eles gostaram (assim tanto do potfolio) não estarei enferrujado o suficiente para superar as expectativas? e sei também que nada disto interessa: de volta a um arquitectónico atelier com lápis na mão e uma folha de projecto pergunto-me se projectar uma praia fluvial não será areia demais para a minha camioneta?

terça-feira, 27 de janeiro de 2009

gugu-dádá

há uma criança em mim...
...que teima em não atinar com os novos isqueiros bic...

segunda-feira, 26 de maio de 2008

gracias pelo jantar

por vezes sou ovo-lacto vegetariano, mas nunca em mais do que duas refeições por semana.

domingo, 13 de abril de 2008

des(necessário) post

ontem acabei por não sair pois estava a chover bem. o que na verdade foi bestialmente pateta (até) porque desconheço o que é chover mal.

domingo, 9 de março de 2008

domingos (ou não) plácidos

porque hoje é domingo e (também) porque tenho uma séria tendência para a estupidez, tive a (brilhante) ideia de me ir enfiar num shopping. cinco minutos após entrar já colocava a hipótese de me ter enganado e estar na marcha dos professores... (por) entre encontrões, pisadelas e contactos de primeiro grau com os sacos dos outros consegui descobrir uma cena de fast-food não (totalmente) apinhada. antes de optar por qualquer menú (pouco nada diferente dos outros) o empregado estendeu-me um folheto com um sugestivo título: comer bem dá saúde e prémios. logo a seguir podia-se ler: pede a tua refeição com coca-cola e ganha refeições saudáveis grátis.
depois de (muito) reflectir pedi o menú vegetariano (com a secreta esperança que me saísse um entrecosto grelhado).

quinta-feira, 6 de março de 2008

Texugo II (não o regresso mas o aumento)

após um obsceno consumo de bombocas, dei por mim a pesar um pornográfico número de kilos.

terça-feira, 4 de março de 2008

climatéricas disléxicas

se visto um casaco quentinho fica um lindo dia
e se opto pelo de camurça a chuvinha é certinha;
opto por uma primaveril casaca e fica frescote
e se visto a gabardine é certo que não choverá.
no (meu) mundo, o S. Pedro é o padroeiro da pirraça.

quarta-feira, 30 de janeiro de 2008

(hoje) dói-me a cabeça

ontem encontrei q. com cara de quem esteve à beira do precipício mas, sobretudo por (inata) preguiça, não avançou. falou-me de tretas e de cenas e num pessoniano assomo disse-me "a criança que fui chora na estrada, deixa-a ali quando vim ser quem sou; mas hoje, vendo que o que sou é nada, quero ir buscar quem fui onde ficou.". disse-lhe que sim e que não. e disse-lhe também que o puto que fui, brinca na estrada, que o deixei por aí quando vim ser quem sou; e que hoje, como não me arrependo de nada, não quero ir buscar quem fui onde ficou. e depois bebemos cerveja como se não houvesse amanhã (não vejo o interesse em pensar na ressaca).

quarta-feira, 23 de janeiro de 2008

revendo l.

há dias estive com l., foi bom revê-lo e entre minis e médias trocar uns absurdos. é um tipo dificilmente definível aquele l., dos que são capaz de vender a alma ao diabo e (pouco depois) comprá-la por metade do preço.

terça-feira, 22 de janeiro de 2008

largos passos até ser (um) texugo

apesar de umas quantas nicotinadas excepções, há um mês, doze dias e algumas horas que não penso (lá muito) no abandono dos trinta cigarros diários. troquei-os por um alucinante consumo de pastilhas: das normalíssimas amorangadas às de efeitos refrescantes com higiénicó-orais paladares ou pseudo-explosões-de-não-sei-bem-o-quê que conjugam sabores como a baunilha e o limão ou o melão e a cenoura. no entanto, e para não enjoar tanto, tento alternar o desenfreado pastilhado consumo com rebuçados, gomas diversas ou chocolates (embora os halls também sirvam). por vezes, antes de chegar a casa, entro no supermercado para comprar uma caixa de bombocas, senão, nada como uma dose reforçada de gelado de limão.
entre o cancro de pulmão e a vida saudável, optei (a custo) pelos diabetes.