vejam, ou não.
as usual, há (bem) melhor e (bem) pior.
mas, vejam; (apenas e só) se tiverem colado no ep do alex turner.
as músicas intercalam o filme
e gostei de ver o filme intercalado pelos pedaços das músicas.
(ou então,) não vejam. é só mais um filme e apenas mais um (bom) ep.
aconteceu-me gostar (muito) do ep. e nem desgostei do filme.
teria gostado do filme se não gostasse do ep? não sei.
sei que gostei de descobrir o ep.
"... you look like you've been for breakfast
at the heartbreak hotel
and sat in the back booth
by the pamphlets and the literature
on how to lose
your waitress was miserable
and so was your food
if you're gonna try and walk on water
make sure you wear your comfortable shoes..."
inutilidades diversas e dispersas em circunstâncias complexas mas cumulativas. ou não.
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quinta-feira, 20 de agosto de 2015
sexta-feira, 11 de abril de 2014
the stone roses: made of stone [2013] shane meadows
não é um grande filme, podia ser maior.
não é um grande documentário, podia ter mais músicas.
não tem o standing here, eu adoro o standing here.
escrito isto, e de acordo com a (comum) imparcialidade de qualquer fã:
it's legen... wait for it while i listen made of stone again... dary.
legen... as the first stone roses album...dary. legen... true fact... dary.
não é um grande documentário, podia ter mais músicas.
não tem o standing here, eu adoro o standing here.
escrito isto, e de acordo com a (comum) imparcialidade de qualquer fã:
it's legen... wait for it while i listen made of stone again... dary.
legen... as the first stone roses album...dary. legen... true fact... dary.
quinta-feira, 10 de abril de 2014
terça-feira, 8 de abril de 2014
august: osage county [2013] john wells
os deliciosos diálogos femininos, intercalados por fumados cigarros que se apagam.
o drama e a inerente comédia apalavrados entre os cigarros que se acedem.
os fortes aparentam ser sempre fortes.
os fracos, no fim e no fundo, serão (sempre fracos).
é feliz quem quer (e pode) e (aparentemente) nem sempre se quer.
entre a bebida e droga, venha o dependente e escolha.
"viver a vida é como comer um par de fanecas;
pode ser delicioso, mas tem (muitas) espinhas;
tantas que por vezes se prefere salmão" (pê-há)
talvez uns quantos o tenham pensado,
eventualmente também uns quantos o terão dito,
mas foi pê-há que o escreveu,
e agora, quando se comparar a vida às fanecas,
ter-se-á que citar pê-há.
o drama e a inerente comédia apalavrados entre os cigarros que se acedem.
os fortes aparentam ser sempre fortes.
os fracos, no fim e no fundo, serão (sempre fracos).
é feliz quem quer (e pode) e (aparentemente) nem sempre se quer.
entre a bebida e droga, venha o dependente e escolha.
"viver a vida é como comer um par de fanecas;
pode ser delicioso, mas tem (muitas) espinhas;
tantas que por vezes se prefere salmão" (pê-há)
talvez uns quantos o tenham pensado,
eventualmente também uns quantos o terão dito,
mas foi pê-há que o escreveu,
e agora, quando se comparar a vida às fanecas,
ter-se-á que citar pê-há.
sexta-feira, 4 de abril de 2014
nebraska [2013] alexander payne
um bonito filme colorido a preto e branco.
uma viagem em tons de cinzento
num história que de cinzento nada tem.
há filmes assim, simples e bonitos:
que nos comovem e (também) nos fazem rir.
- era de setenta-e-oito?
- nop, era um buick de setenta-e-nove.
- aqueles carros (é que) eram bons,
- já não se fazem mais daqueles...
- yep, e são carros que vão funcionar para sempre...
- ainda o tens?
- nop.
- o que aconteceu?
- vendio-o quando deixou de funcionar.
uma viagem em tons de cinzento
num história que de cinzento nada tem.
há filmes assim, simples e bonitos:
que nos comovem e (também) nos fazem rir.
- era de setenta-e-oito?
- nop, era um buick de setenta-e-nove.
- aqueles carros (é que) eram bons,
- já não se fazem mais daqueles...
- yep, e são carros que vão funcionar para sempre...
- ainda o tens?
- nop.
- o que aconteceu?
- vendio-o quando deixou de funcionar.
quinta-feira, 20 de março de 2014
you always hurt the ones you love
pedem-me para escolher uma música;
como se se pudesse escolher uma música como se escolhe a água tónica de um (tónico) gin.
(mas não,) não é assim.
não se escolhe uma música, ou pelo menos eu não (a) escolho. escolher uma música é uma espécie de cena-tipo-coisa que nem-é-boa. não é uma escolha, é uma não-escolha, o que fica não é a música escolhida, são as músicas preteridas, e isso não faço, a mim o medo assiste-me e na volta as (preteridas) músicas ainda amuavam e (depois) eu ficava privado de as ouvir. não, num-quero. (e), tal (como) uma (qualquer) criatura vil e baixinha, fugirei à questão.
sendo assim, (ou assim sendo,) aproveito para vos falar do blue valentine: meu guilty pleasure cinéfilo que, sem pretensões de ser uma obra maior, é um singelo retrato do amor eterno e de como a eternidade do amor pode durar um par de anos. o filme oscila entre as discussões do casal no presente e os flashback's dos (passados) tempos felizes. às três por duas, e durante um (curto) par de minutos, canta-se (num goofy tom) uma música pateta para nos mostrar o quanto o amor é palerma.
dura um par de minutos. bem menos que esta longa prosa que se queria curta. um par de minutos que teimo em ouvir, e ouvir...e ouvir.
you always hurt the ones you love, cover(ed) by ryan gosling.
o texto será lido e a música transmitida no programa ele&ela da rádio torre de moncorvo;
um programa que (não só) recomendo, como (, e se algum dia o ouvir,) sou (bem) capaz de o elogiar.
como se se pudesse escolher uma música como se escolhe a água tónica de um (tónico) gin.
(mas não,) não é assim.
não se escolhe uma música, ou pelo menos eu não (a) escolho. escolher uma música é uma espécie de cena-tipo-coisa que nem-é-boa. não é uma escolha, é uma não-escolha, o que fica não é a música escolhida, são as músicas preteridas, e isso não faço, a mim o medo assiste-me e na volta as (preteridas) músicas ainda amuavam e (depois) eu ficava privado de as ouvir. não, num-quero. (e), tal (como) uma (qualquer) criatura vil e baixinha, fugirei à questão.
sendo assim, (ou assim sendo,) aproveito para vos falar do blue valentine: meu guilty pleasure cinéfilo que, sem pretensões de ser uma obra maior, é um singelo retrato do amor eterno e de como a eternidade do amor pode durar um par de anos. o filme oscila entre as discussões do casal no presente e os flashback's dos (passados) tempos felizes. às três por duas, e durante um (curto) par de minutos, canta-se (num goofy tom) uma música pateta para nos mostrar o quanto o amor é palerma.
dura um par de minutos. bem menos que esta longa prosa que se queria curta. um par de minutos que teimo em ouvir, e ouvir...e ouvir.
you always hurt the ones you love, cover(ed) by ryan gosling.
um programa que (não só) recomendo, como (, e se algum dia o ouvir,) sou (bem) capaz de o elogiar.
quarta-feira, 19 de março de 2014
2010 [1984] peter hyams
depois de ver o dois-mil-e-um pareceu-me por bem ver o dois-mil-e-dez.
qual quê; o que parecia uma boa ideia foi uma espécie de regresso ao (secundário) passado.
(ou seja,) foi como ler um bom romance e depois passar uma vista de olhos pelo resumo das edições europa-américa.
qual quê; o que parecia uma boa ideia foi uma espécie de regresso ao (secundário) passado.
(ou seja,) foi como ler um bom romance e depois passar uma vista de olhos pelo resumo das edições europa-américa.
sexta-feira, 14 de março de 2014
2001: a space odyssey [1968] stanley kubrick
atendendo que mais-vale-tarde-que-nunca, vi finalmente o filme.
foi(-me) impossível não pensar no little britain.
foi(-me) impossível não pensar no little britain.
terça-feira, 4 de março de 2014
her [2013] spike jonze
comecei a ver filme e dei por mim a pensar no eternal sunshine of the the spotless mind;
depois principiei a questionar-me: (mas) porquê o eternal sunshine e não o blue valentinte?
(já) quase distraído travei-me de razões comigo:
ou vês o filme ou (tentas) pensar, as duas (é que) não.
e deixe-me perder por aquele bonito filme triste.
bonito e triste como só a (in)finita tristeza pode ser bela.
triste e bonito como só a melancólica beleza consegue ser triste.
(sim,) o futuro poderá ser uma cena desconhecida e assustadora,
mas nada que não se resolva com um gato morto na mesinha de cabeceira.
depois principiei a questionar-me: (mas) porquê o eternal sunshine e não o blue valentinte?
(já) quase distraído travei-me de razões comigo:
ou vês o filme ou (tentas) pensar, as duas (é que) não.
e deixe-me perder por aquele bonito filme triste.
bonito e triste como só a (in)finita tristeza pode ser bela.
triste e bonito como só a melancólica beleza consegue ser triste.
(sim,) o futuro poderá ser uma cena desconhecida e assustadora,
mas nada que não se resolva com um gato morto na mesinha de cabeceira.
segunda-feira, 3 de março de 2014
gravity [2013] alfonso cuarón
que escrever sobre um filme que filma uma personagem over and over and over, e no final sai um óscar para todos menos para ela?
quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014
philomena [2013] stephen frears
bonito o modo como a ironia e o sarcasmo esbarram na (in)genuidade de quem viveu (o que viveu) e ainda assim aprendeu a perdoar. é (como que uma viagem tentando) explicar monty python a quem gosta dos malucos do riso.
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