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quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

barragista(s)

esta semana fez um mês que me empreguei numa barragem; com todo o respeito por quem aqui trabalha, parece-me que, mais cedo ou mais tarde, o projecto acabará, irremediavelmente, por meter água.

terça-feira, 24 de março de 2009

design for all

no âmbito das acessibilidades e do desenho para todos tenho adaptado os acessos e as comunicações horizontais e verticais dos edifícos públicos às recomendações da legislação em vigor. nos últimos tempos tenho projectado adaptações para uma escola primária; tal como nos outros trabalhos tive que propor corrimãos e faixas de sinalização táctil para as escadas existentes e projectar rampas quando os declives assim o exigiram. presentemente encontro-me a projectar os espaços exteriores intra-muros: houve que propor um pavimento pré-fabricado para todos os espaços de circulação e definir (muito bem) o pavimento específico para as zonas de recreio activo bem como faixas anti-derrapantes para a transposição para o recreio passivo. na verdade, nunca pensei que os putos-de-agora se assumissem tão cedo...

terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

os meus eus

existem, entre o meu eu social e o meu eu profissional, irreconciliáveis diferenças: como arquitecto gosto de linhas sóbrias.

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009

o desesperar do jovem empregado

e eis que chega ao fim uma primeira semana de trabalho que de fácil pouco ou nada teve: houve uma entrega e logo uma impressora decidiu entrar em greve; uma hora de almoço passada à frente do computador; uma tradução de um texto que resultou numa prosa portuganhola, desenhos do existente distintos das fotos dos mesmos; ecrãs azuis antes de um qualquer save e por cada café bebido, cinco foram tirados. e embora isto seja normal, não sei se vou aguentar, por inconcebível que pareça já ouvi por mais que uma vez o beautiful do james blunt.

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

duas (OrNot) coisas

duas coisas: sou óptimo a não fazer nada e os gostos não se discutem. àparte disso um arquitecto viu o meu portfolio e propôs-me trabalho. ainda pensei em lhe explicar duas coisas, mas depois pensei melhor e não só não lhe disse nada como aceitei. e eis que hoje, findo os (in)úteis dias entrelaçados por vividas noites, fui (novamente) trabalhar. havia em mim um friozinho na barriga de não-sei-bem-o-quê e um olhar de quem não acordava a tão matinal hora à (mais que) muito tempo. se o dia correu bem, ou mal, saberei depois; por agora apenas receio que um projecto de uma praia fluvial seja areia demais para a minha camioneta.

quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

dias de iNOTulidade

e eis que chega o fim; dos dia de nunhum-fazer intercalados por noites de tardios copos ficaram as memórias (ou faltas delas). voltar a trabalhar é bom, ainda que um pouco assustador.

se eles gostaram (assim tanto do potfolio) não estarei enferrujado o suficiente para superar as expectativas? e sei também que nada disto interessa: de volta a um arquitectónico atelier com lápis na mão e uma folha de projecto pergunto-me se projectar uma praia fluvial não será areia demais para a minha camioneta?

sexta-feira, 30 de maio de 2008

a dependência de um esboço

os arquitectos são como (que) etéreo-eternos toxicodependentes, ora se entretêem com (as suas) linhas ora se divertem com (os seus) riscos.

segunda-feira, 12 de maio de 2008

verdinho esclarecimento

musgo no telhado é uma coisa, cobertura(s) ajardinada(s) outra.

quinta-feira, 1 de maio de 2008

para c. [ou triste opção (esta)]

faz o projecto para depois o refazeres, e procura (nele) te concentrares quando por outros (projectos) te perguntarem. faz uma aproximação, refaz duas perspectivas e principia de novo pela terceira vez; preocupa-te com os alçados mas só até perceberes que os cortes estão mais atrasados, e se pegares nos cortes tenta não te lembrar das plantas. e depois vai a uma qualquer reunião de um qualquer projecto que à muito (que) deveria ter terminado. retoma o projecto em que estás a trabalhar mas só até seres interrompido pela próxima proposta que pode ou não (se) concretizar mas que dificilmente sairiá do papel. pára tudo e recomeça outra vez no limite do limite do prazo, sem esqueceres aquele (pormenorizado) pormenor que ficou por (re)desenhar, embora metade já esteja mal construído...e depois sempre podes trabalhar num feriado ou dormir um par de horas e recomeçares tudo outra vez.
[como disse q., Se fosse hoje, teria optado por (ser) kamikaze ou homem-bomba, quando só se morre uma vez a sobreposição de prazos torna-se complicada.]

domingo, 6 de abril de 2008

(ou não) será!?

os arquitectos são como as put*s: se não se vendem não trabalham.

quarta-feira, 5 de março de 2008

levantamentos (ou a inevitabilidade de murphy)

depois de um (rigoroso) levantamento minucioso [no local. no escritório] só faltarão as fotos dos pormenores que (realmente) interessam e a cota de referência para (poder) começar o desenho.

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2008

semânticas portugas

morfologicamente falando (e não só mas também), um projecto do c*r*lh* não deveria ter a mesmíssima qualidade que um projecto da pila?

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2008

trama(dos) dias

escolhe uma trama.
opta por um tipo e por um padrão
(e se é associativa ou não).
ajusta o ângulo e aprimora a escala,
calcula-lhe o ponto de origem e o espaçamento
e confere-lhe (o correcto) alinhamento.
ignora ou escolhe uma detecção normal
e uma tolerância que não corra mal.
seleciona uma polilinha anteriormente desenhada
ou seleciona a zona a aplicar
(rezando para o cad não crashar...)
pré-visiona e corrige.
repete o último passo umas quantas vezes,
e umas quantas vezes depois aprimora um pouco mais.
do you really want to do this?
não, estava só a (ver) passar o tempo...

sábado, 2 de fevereiro de 2008

há tipos assim, coerentes

... nunca imaginei - confidenciou-me q. - estive a ver os projectos do zé e nunca pensei que ele tivesse tanto jeito para a arquitectura como para governar o país.

domingo, 27 de janeiro de 2008

Mestre(s) #01

Marques da Silva, aparte de ter sido um arquitecto de excepção, era um homem de elegante e aristocrático porte e com um camuflado sentido de humor. quando lhe perguntavam como corria a vida, respondia com um lacónico bow-window.

sábado, 26 de janeiro de 2008

coincidências #02

tal como Gropius, q. não sabe (nem nunca soube) desenhar. aparte disso Gropius projectou a Bauhaus e q. chumbou a projecto.

domingo, 20 de janeiro de 2008

regionalismo crítico

por questões de contexto, q. defende uma arquitectura desconstrutivista para Angola.

sábado, 12 de janeiro de 2008

arquitectos...

quando a mãe de q. foi a sua casa ficou desolada. achou deprimente não haver uma planta sequer. dias mais tarde ele imprimiu três.