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quinta-feira, 13 de março de 2014

sick & tired; rise & shine

o documento que me (des)anima tem dois tipos de tópicos: os (des)interessantes e os que nem-interessam-ao-menino-jesus. e eis-me (aqui) hoje às voltas com o tema: "portas interiores".
nada há de mais difícil que descrever o óbvio.
assim, posso (sempre) nada escrever e citar os escritos de pereira da costa em 1955:
"as portas interiores (...) são os vãos de batentes que funcionam nos portais abertos nas paredes divisórias das edificações".
a segunda opção será nada citar e arriscar a descrição do óbvio, o que descambou em algo como isto:
"as portas interiores são portas interiores porque se localizam no interior das construções, (pois) se se localizassem no limite seriam portas exteriores. é pois essa a grande diferença entre portas exteriores e portas interiores: quando se atravessa uma porta interior passa-se do interior de um compartimento para o interior de outro, (já) com as exteriores passa-se algo diferente: ou se entra no edifício ou se sai do edifício, porque se se passar de uma parte do edifício para outra, (lá está) não é através duma porta exterior mas sim de uma porta interior."
(de modos que) me encontro agora em mais um dos meus não-dilemas:
cito e não uso as minhas palavras?
uso as minhas palavras e nada cito?
intercalo com (pinocas) fotografias as minhas palavras com a citação?
uso só fotografias?
solto um par de espirros e meto baixa?