inutilidades diversas e dispersas em circunstâncias complexas mas cumulativas. ou não.
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terça-feira, 27 de maio de 2008
pirómano com causa
q. encetou uma cruzada contra as (malfadadas) drogas leves. sempre que as vê, queima-as.
terça-feira, 8 de abril de 2008
nicotinados pregos
farto de ver as suas (nicotinadas) passas interrompidas por lacónicos (e repetitivos) "mais um prego para o caixão", q. tomou uma atitude e, entre outras quantas passas, decidiu que quer ser cremado.
sábado, 5 de abril de 2008
camelices marroquinas
q. ficou desapontado com a sua ida a Marrocos; sabes - confessou-me - por aqueles lados a baba de camelo não tem o mesmo sabor.
sexta-feira, 7 de março de 2008
amarelando por aí...
ontem q. tentou convencer-me que, segundo uma lenda macedónia, se um chinês estiver hora e meia sem tirar uma fotografia, abre um restaurante.
quarta-feira, 30 de janeiro de 2008
(hoje) dói-me a cabeça
ontem encontrei q. com cara de quem esteve à beira do precipício mas, sobretudo por (inata) preguiça, não avançou. falou-me de tretas e de cenas e num pessoniano assomo disse-me "a criança que fui chora na estrada, deixa-a ali quando vim ser quem sou; mas hoje, vendo que o que sou é nada, quero ir buscar quem fui onde ficou.". disse-lhe que sim e que não. e disse-lhe também que o puto que fui, brinca na estrada, que o deixei por aí quando vim ser quem sou; e que hoje, como não me arrependo de nada, não quero ir buscar quem fui onde ficou. e depois bebemos cerveja como se não houvesse amanhã (não vejo o interesse em pensar na ressaca).
sábado, 26 de janeiro de 2008
coincidências #02
tal como Gropius, q. não sabe (nem nunca soube) desenhar. aparte disso Gropius projectou a Bauhaus e q. chumbou a projecto.
domingo, 20 de janeiro de 2008
regionalismo crítico
por questões de contexto, q. defende uma arquitectura desconstrutivista para Angola.
sábado, 19 de janeiro de 2008
that's what friends are for
entre minis e príncipes a conversa descambou para a política. se o capitalismo fosse pior que o comunismo, os norte-americanos iam a nado para Cuba, argumentou q.; procurei explicar-lhe que essa era uma ideia errada e que envolvia um anacronismo que em matéria de religião era um (perfeito) absurdo. insultámo-nos (mentalmente) em silêncio e pedimos mais uma girafa.
segunda-feira, 14 de janeiro de 2008
olhar em frente
sempre que q. decide ignorar o seu quê de deprimido e adopta uma postura mais correcta (com o consequente andar na rua de cabeça levantada) acaba (inevitavelmente) por pisar m*rd*.
sábado, 12 de janeiro de 2008
arquitectos...
quando a mãe de q. foi a sua casa ficou desolada. achou deprimente não haver uma planta sequer. dias mais tarde ele imprimiu três.
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