como desempregado sou um fiasco. leio o jornal do princípio ao fim, só saltando a parte dos classificados (que me deprime pela ausência de saldo para telefonar para aqueles meninas fotogenicamente roliças)
inutilidades diversas e dispersas em circunstâncias complexas mas cumulativas. ou não.
sexta-feira, 26 de dezembro de 2008
conversas e shot's
p. defendia que a crise só terminaria em 2012 e r. insistia que não, que 2012 seria o ano em que o mundo acabava. dois shot's depois, expliquei-lhes que estavam a falar do mesmo.
quinta-feira, 25 de dezembro de 2008
natalícia notícia
estou estupefacto com a notícia de abertura dos telejornais, àparte (claro está) da comum contagem de mortos, feridos e acidentes que cada vez aparece com uns gráficos mais pinocas; a sério, confesso que nem queria acreditar quando o vi o novo youtubiano vídeo entre senhora professora e alunos: nunca me passou pela cabeça que existissem armas de brincar no bairro do cerco.
terça-feira, 23 de dezembro de 2008
não concordo com os professores
estávamos juntos à lareira, eu lia a revista detritos enquanto a minha mãe corrigia os testes dos seus alunos; da cozinha, o meu pai perguntou se queríamos batata frita ou assada; respondi-lhe que podia ser arroz de nutella (na certeza de que (como sempre) ele acabaria por fazer batatas cozidas). a minha mãe riu-se, à pergunta de quem teria liderado as tropas portuguesas em Aljubarrota um miúdo respondeu Uma padeira bem boa. tentei convencer a minha mãe que o puto merecia pelo menos metade da cotação, mas ela não acedeu e deu-lhe um zero.
por vezes a violência não é solução
e que belo dia este para passear pela bonita artéria comercial portuense e percorrer duas ou três supercífies comerciais para gastar o que não tenho em natalícias prendinhas. (qual murakami ou qual qualquer carreira (!) na "inbicta" o best seller natalício só pode ser o dvd d'a liga dos últimos.) lembrei-me dos meus nerdianos anos de criança e adolescente. fui empurrado, pisado e esmagado; mais de uma vintena de embrulhados sacos abalroaram-me e volta e meia um cotovelo dizia olá às minhas costas ou braços; tudo o que agarrava parecia ser a última coisa do mundo e os olhares em redor multiplicavam-se como que dizendo Pousa lá isso que eu não vi primeiro mas era como se tivesse visto; um puto agarrou-me a mão chamando-me papá e depois de olhar para mim correu a chorar para a perna da mãe (espero eu). também me tocaram no émezito mas pelo tarado sorriso sob o bigode não foi acidental. nestes dias, a dia-a-dia urbano é coerente: existem automobilísticas filas para andar ou estacionar, as filas para o bus bifurcam-se e o posicionamento perante a porta do metro não é menos que uma questão de vida ou morte. existem intermináveis filas para pagar e ligeiramente maiores filas para embrulhar, até um café (ou uma nata) chega a ficar fora de questão e estranhamente até não são as lojas de meias que ganham na comprimento das filas. eu sei que o natal está aí à porta (ou chaminé, como preferirem) e talvez a violência não seja solução, mas se vejo um comerciante que seja a queixar-se na televisão da quebra das vendas e que a cada que passa se vende menos, eu pondero seriamente mudar a minha opinião sobre guantánamo.
segunda-feira, 22 de dezembro de 2008
uma nova ideologia de vida
ontem viajei de comboio, na carruagem iam, para além de mim, mais cinco ou sete anónimos e os restantes eram escuteiros. confesso que fiquei estupefacto perante tamanho conhecimento musical. as pequenas crias, assim como matulões de calções, entoaram cânticos, interruptamente, durante duas (longas) horas. são momentos como estes que (me) fazem olhar a vida de um modo (completamente) diferente: a partir de ontem, sou pela violência.
quinta-feira, 18 de dezembro de 2008
uma verdade (in)conveniente
acordei entre o frescote e o gelado e (assim) a dar para o destapado. na rua o frio era de rachar e com a promíscua camada de gelo e geada o smart (mais) parecia um mini. com todo o respeito pelos (ditos) entendidos, talvez volte a acreditar no aquecimento global quando vir um esquimó de havaianas.
quarta-feira, 17 de dezembro de 2008
a paciência ou a crise consumista
esgotou-se-me a paciência para esta pré-época-natalícia em que consumismo desenfreado ignora a crise teimando em encher ruas e lojas e lojinhas e shoppings de pessoas e sacos e embrulhos para esta e para aquele e para a outra. é que já não há paciência; nunca mais chega o dia vinte e cinco para eu, calmamente, abrir as minhas prendas.
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