segunda-feira, 12 de janeiro de 2009

camisola amarela, a lesão

hoje acordei em atroz sofrimento. tentei virar-me para esquerda e doía, experimentei para o outro lado e doía também. no entretanto espirrei e doeu a valer. ainda pensei em dizer ai, mas não tinha ninguém ao lado... num titânico esforço arrastei-me para a casa-de-banho com uma máscula atitude pontualmente interrompida por um gemer baixinho. entrei no duche e, azar dos azares, deixei cair o sabão; ao bruscamente baixar-me senti-me como que a fazer férias em guantanamo (sinceremente sempre pensei que as dores de apanhar um sabonete do chão tivessem outro motivo).
ao chegar à sala expliquei ao meu pai que estava em atroz sofrimento, ele chamou-me menino a mim e ressaca à dor e continuou a fazer o que que não estava a fazer. experimentei a técnica do repetido ai intercalado por um prolongado ui e ele foi-se embora. decidi tomar uma atitude à homem e disse-lhe que ia telefonar a minha mãe; ele disse-me que não valia a pena enquanto pegava nas chaves do carro.
o percurso foi torturoso, assim que soltei um ai na primeira rotunda, ele mudou o percurso de modo a conseguir percorrer o máximo de rotundas possíveis. só não tomei uma atitude porque estava sem saldo e a minha mãe desconhece o significado de um kolmi.
no hospital, e apesar da etiqueta amarela, fui atendido em menos de um hora (e eu que até aqueria esperar sete horas e meia só para aparecer na tvi...). a médica, essa, foi simpática e perguntou-me se tinha bebido ou caído na noite anterior; disse-lhe que sim e que não, que sim, que tinha bebido na noite anterior e que não, que não tinha caído na noite anterior embora tivesse dado um tombo na passagem de ano em virtude das botinhas novas de sola lisa e um chão de bar com mais bebida que o balcão. após o raio xis deu-se a sentença: O menino tem uma costela partida, deve ter sido da queda do ano novo e hoje ao dormir deu-lhe um mau jeito; vai-lhe doer durante umas seis semanas, tome estes medicamentos em caso de atroz sofrimento. evite fazer esforços e tente repousar o máximo possível. disse-lhe que que ficasse descansada porque na verdade tenho imenso jeito para não fazer nada.
à saída mostrei o raio xis ao meu pai e perguntei-lhe qual o melhor caminho para ir à farmácia. sete rotundas depois estávamos em casa, falei-lhe no atroz sofrimento e mencionei uns quantos ais; ele disse-em que os medicamentos são para maricas e começou a contar histórias da tropa.
e eis-me aqui agora, em atroz sofrimento e prolongada agonia na esperança que a mãmã chegue para eu recomeçar com os ais...
...oh vida, eu já sabia que era um tanto ou quanto lento de raciocínio mas ter um atraso corporal de treze dias em relação a mim mesmo é (frustrantemente) frustrante.

sexta-feira, 9 de janeiro de 2009

o percurso académico (ou dinheiro em falta)

ao longo do meu percurso académico, poucas foram as vezes que não tive um dez. o não ter direito ao rendimento mínimo garantido é (para mim) um mistério.

quinta-feira, 8 de janeiro de 2009

altura de saldos

hoje o meu descafeínado foi-me servido por um tipo inusitadamente alto; após ponderar um (bom) bocado resolvi começar a imbirrar com o pessoal estupidamente alto; pensei inclusivé em dar-lhe um murro, mas ele era demasiado alto, se fosse mais baixo ainda tinha pensado duas vezes e daí, que não, se ele fosse baixo eu ja não embirrava com ele. e na verdade, não embirro particularmente com ele, apenas, e no geral, embirro com a malta a dar para o absurdamente alta. isso é gente que vai às compras no último dia de saltos, traz o que quer com mais de setenta por cento de desconto e ainda pode escolher as cenas em várias cores. já eu, após o segundo dia de promoções a vinte por cento já não encontro o meu número em lado nenhum.
e quê, se eu comprar qualquer coisa xxl e mandar para a máquina a alta temperatura será que aquilo encolhe certinho?

quarta-feira, 7 de janeiro de 2009

o sexo e os espirros

segundo esse marco da informação nacional que é a revista maria, há uma relação entre o espirro e o sexo segundo a equação: quanto-mais-espirras-mais-em-sexo-pensas. ou seja, o entupimento das urgências nada teve a ver com entupimentos nasais, na verdade, somos um país de tarados.

terça-feira, 6 de janeiro de 2009

o elixir da vida eterna

tentei explicar a p. que não era por ele andar (sempre)  de sapatilhas que poderia evitar bater as botas.

chateámo-nos... (ou a (in)felicidade)

perguntou-me se, por ela, punha as mãos no fogo; disse-lhe que não, que magoava.

segunda-feira, 5 de janeiro de 2009

à atenção de uns quantos

é só para avisar que começo a irritar-me profundamente com essa malta que vai às tantas da manhã abastecer a viatura. um gajo está ali para comprar um maço de tabaco e tem que (inusitadamente) ficar à espera. pensem nisso.

domingo, 4 de janeiro de 2009

ariel

b. queixou-se da (sua) cadela, que não era esquisita, que comia cd's e dvd's e não dizia que não a um bom livro. disse-lhe que em vez de se chatear, devia era estar orgulhoso: aquela cadela é um poço de cultura.

sábado, 3 de janeiro de 2009

pedro miguel

parece que agora andam por aí crianços que apenas têm um nome próprio. não percebo, como é que as mães os chamam quando (eles) não se portam bem?

sexta-feira, 2 de janeiro de 2009

o cigarro (ou o optimismo realista)

se é para deixar de fumar, eu consigo sempre. já consegui seis vezes e para a semana sou capaz de conseguir outra vez