inutilidades diversas e dispersas em circunstâncias complexas mas cumulativas. ou não.
segunda-feira, 3 de agosto de 2009
(sinceramente) pensando em ti
atendi o telefone e ouvi (a) sua voz; disse-lhe que estava a pensar nela e ela, se não acreditou, fingiu não acreditar. disse-lhe que não tinha necessidade de mentir, que se estivesse a pensar noutra qualquer cena lhe diria que estava a pensar noutra coisa qualquer, mas acontecia(-me) estar a pensar nela. disse-me para não ser assim, que não (o) repetisse pois nos entretantos (ainda) começaria a acreditar. devemos ter sorrido num aquece-que-não-arrefece e ela quis ouvir mais: se pensava nela por pensar ou qual o pequeno nada que tinha disparado o clique; procurei mudar de assunto enquanto, pela última vez, olhava o desproporcionado cartaz que anunciava uma lipoaspiração não invasiva a partir de uns quantos euros.
sexta-feira, 31 de julho de 2009
matinal larica, a questão.
há entre mim e a escolha deum iogurte líquido um qualquer desfasamento; por mais que me prepare para beber um de limão aparecem-me sempre sabores estranhos no frigorífico; do de morango com chochobits e chili não me queixo (nem sei como não pensaram nisso antes), agora iogurtes líquidos com sabor a bolachas de baunilha parace-me (claramente) um abuso; onde raio encontrarei (eu) umas bolachinhas com sabor a iogurte natural com pedaços de pêssego para completar o lanchinho?
quinta-feira, 30 de julho de 2009
especialistas cuscos
disse-lhe que era melhor ele ir ver um especialista; que eles não tratavam apenas malucos e que que cada vez mais as pessoas a eles recorriam; disse-me que não, que ganhasse juízo, disse-lhe que não era o meu juízo que estava em questão e ameaçei-o com um-murro-a-dar-para-o-bem-dado. ele perguntou se eu falava a sério e eu semicerrei os olhos, puxei o braço atrás e em pouco menos que um nada tinha o seu punho no meu queixo. ainda pensei em fazer beicinho mas optei por um buááááá. o sentimento de culpa levou-o a aceitar o meu conselho. dias mais tarde acompanhei-o ao especialista. ele, não confortável, foi relaxando aos poucos. quando chamaram o seu nome, levantou-se e ao passar a porta olhou para trás como um qualquer concorrente da chuva-de-estrelas. pouco menos ou mais de cinco minutos depois e ele já estava cá fora; pá, disse-me, não estás a ver cena, não é que tipa em vez de fazer o trabalho dela, estava (muito) mais interessada em ouvir falar da minha vida?
quarta-feira, 29 de julho de 2009
sim, (mas) não percebo.
mas que ideia (é) essa de chamar silly season ao período em que os políticos vão de férias (?).
terça-feira, 28 de julho de 2009
perdido (por onde me levam meus passos)
percorro o granito da calçada como noutro dia qualquer
sem desgastar o cubo das esquinas em inúteis esperas;
e procuro evitar o lixo que por aí se arrasta
segundo um desastrado melhor-é-impossível nicholsiano.
vagueio desnorteado no comum trilho do meu norte,
e o ter-de-ir-ali-a-um-sítio nunca foi tão real.
a cada passo dado multiplicam-se os pares de passos a dar,
num eterno aproximar que se distancia na (própria) aproximação.
há entre mim e meus passos um murray que se perdeu em tokyo,
(mas beco após travessa...scarlett nem vê-la)
os rostos que por mim passam e não os foco parecem-me familiares,
mas ficam-se no desconhecido de um bom-dia por dizer.
e meto as mãos na algibeira e não encontro nada
perguntando-me, de mim para mim,
quem me terá ficado com o isqueiro.
sei por onde vou, sem saber para onde vou;
e é simultaneamente a rotina dos dias num não-comum dia
e, sem saber (bem) porquê, continuo a caminhar,
e, quanto mais caminho, mais fico perto do que ficou por percorrer.
e sobra uma pergunta que tabela e ressalta
nas profundezas do meu (tão próprio) eu:
(e as minhas chaves de casa, onde estão?)
sexta-feira, 24 de julho de 2009
gracias
passaram trinta dias e eu sem cozinhar; confesso que não foi fácil; foram dias de ah-e-tal-mas-tenho-de-ir-ali-a-um-sítio e oh-pá-são-cenas-...-tipo-coisas, passando pelo sim-mas-não-é-essa-a-questão-...-é-complexo, e irremiavelmente (lá) apareciam as refeições à minha frente. sim, confesso que quando de mim para mim me propus a tão espectacular tarefa nunca pensei alcançá-la (tão facilmente). a todos aqueles que contribuíram* para tal, espero (bem) que não leiam este post. [*onde se lê contribuíram dever-se-á ler cozinharam.]
quinta-feira, 23 de julho de 2009
transporte público a preço privado
o mundo é grande e assim para o vasto e para além disso ainda tem muitos táxis. os taxistas é que são só são dois: os que por ti passam e quase te atropelam, buzinam e berram, te ultrapassam onde é difícil e et caetera e tal; e os que tu apanhas, que travam na iminicência de um qualquer amarelo e reduzem assim que alguém que se arrasta se aproxima de uma passadeira. mas há surpresas, o de hoje não se importou da pequena corrida e no final (ainda) me desejou saúdinha da boa. saúdinha-da-boa, disse ele, e o dia correu-me bem.
quarta-feira, 22 de julho de 2009
buáááááááááááááááááá...
não adianta chorar sobre o leite derramado,
pois, mas e se for uma mini fresquinha?
pois, mas e se for uma mini fresquinha?
segunda-feira, 20 de julho de 2009
octo-splash-verme (wip without punchline)
farto da ex-eterna procura pelo três minutos de pop perfeita voltei-me para os octovermes do antigamente. estranho como músicas que nos acompanharam durante tanto ou tão pouco tempo se perdem nesse mesmo (lento) passar do tempo. voltei a colar no "still remains"; não era o "double-decker bus que em nós podia crashar" mas um "take a bath, i'll drink the water that you leave"; e o que eu gostava desse pedaço de prosa, sentindo-o como o supra-sumo-do-que-quer-fosse numa desesperada declaração de um qualquer whatever. mas isso era noutro tempo, era num tempo em que o amor ia de mãos dadas ao cinema para comer pipocas. hoje, ao re-ouvir a música, mantém-se o prazer de a ouvir, mas onde outrora via o que via, hoje vejo um blargh; sim, o amor até poder ser um ah e tal que arde e chamusca mas daí a (ser) um olha lá, não te queres desnudar e enfiar na banheira, é que está um calor a dar para o quente e eu já bebia um shot de sarro com pedaços de germes.
sexta-feira, 17 de julho de 2009
suit up (...for legen...)
>hoje
a despedida de solteiro
>amanhã
o casamento entre o (amigo) gajo do rrrrock e a menina das noites brancas
>fácil
dizer à mamã que já comprei o fato e não vou ao casamento de calças de ganga
>difícil
dizer ao papá que a camisa branca e a gravata num diferente branco; as calças em xadrez preto e branco e casaquinho de malha branco serão a (minha) fatiota para o casório.
a despedida de solteiro
>amanhã
o casamento entre o (amigo) gajo do rrrrock e a menina das noites brancas
>fácil
dizer à mamã que já comprei o fato e não vou ao casamento de calças de ganga
>difícil
dizer ao papá que a camisa branca e a gravata num diferente branco; as calças em xadrez preto e branco e casaquinho de malha branco serão a (minha) fatiota para o casório.
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