os dias de formação estão de volta, e há em mim toda uma emoção do tipo inexistente. mas o que tem de ser, tem muita força; e à força de ter de ir, lá vou.
chego cedo; (e) a conta-gotas (lá) vão surgindo os outros formandos; há neles uma emoção em tudo semelhante à minha, e se somássemos todas essas emoções obteríamos uma percentagem em tudo semelhante à percentagem de álcool numa cerveja sem álcool; ou seja, se se medisse a (nossa) vontade numa escala de vinhos, estaríamos (todos) ao nível de uma plástica garrafa de fanta uva.
sucede-se o momento da boa-educação-a-pacotes; (e) todos fazemos o gesto de deixar o outro entrar primeiro... é só boa educação e estender-de-braços e no fim, esgotadas todas as cerimónias, lá (lentamente) entramos; um-a-um, sem pressas ou confusões.
recebi os vossos mails, comunica a formadora, alguém não me enviou as provas de procura de emprego?
[nop, todos fizeram os tê-pê-cês, nenhum gato comeu os tê-pê-cês e nenhum autocarro se atrasou; ou noutras palavras, uma turma exemplar.]
ainda não vi tudo; mandaram-me tanta coisa...
[e quê, queres ver que a malta desempregada emprega o tempo a procurar emprego? quem diria...]
bem, hoje vamos falar de entrevistas-de-emprego; como ir, o que fazer, como se apresentar, essas coisas...
[pois, até porque como já sabemos que mais vale faltar a uma entrevista do que faltar à assertiva formação, o melhor mesmo é aprendermos o que fazer numa entrevista de emprego quando não pudermos faltar por estarmos a ter uma formação que nos ensina a procurar trabalho...]
por exemplo, as mulheres às vezes até vão ao cabeleireiro para se arranjarem. isso dá a imagem que gastam dinheiro em cabeleireiros, e lá está, poderão ser logo excluídas. o melhor mesmo é arranjarem (vocês) o cabelo, ou então pedirem a uma amiga com jeito-para-a-cena para vos dar uma mãozinha.
[pois, não estou a ver nenhum amigo (meu) com jeito para me pôr gel no cabelo, de-modos-que o melhor é começar a pensar nisso, ou então inscrevo-me numa capilar formação de vinte-e-cinco-horas e (sempre) fico apto para ajudar quem precise (de semelhante serviço).]
se tiverem um bom carro, não o estacionem no parque ou perto do local de entrevista; eles depois vêem que vocês têm um bom veículo e vocês ficam logo excluídos.
[bem visto, ainda hoje andei de metro e era uma carruagem toda moderna, a ver se não repito o erro; para a próxima vou de autocarro, e só apanho um que já esteja a pedir a reforma (até porque se for dos novos, lá está, sou (logo) excluído).]
[ok, estou a exagerar, o meu micro-carro têm mais de uma década, de-modos-que se calhar aparecer com meio-carro até pode ser um bónus.]
falei-vos dos carros, e o mesmo se aplica aos acessórios... não apareçam com malas ou brincos caros, porque (lá está) eles vêem que vocês estão bem e (que) não precisam de trabalhar e upa-upa, ficam logo excluídos....
[e esta hein? por esta não esperava eu. tenho um relógio único (no sentido em que nenhum dos outros funciona); lembro-me de o ter comprado depois de uns tempinhos a poupar para ele. não é que tenha sido muito caro, mas também não foi barato. e eu gosto de andar de relógio, aliás, sempre que me esqueço de o pôr, saio de casa com a sensação que me falta algo, e depois, quando acabo por ir ver as horas fico a olhar para o pulso e lembro-me que me esqueci do relógio, o que depois me sucede em intervalos cada vez mais curtos....
de-modos-que, este post (já) está mais longo que um post muito longo e, em vez de escrever (ainda mais) o melhor é mesmo parar de escrever e, aproveitar que parou de chover, para ir à agá-e-éme (ou a uma qualquer asiática loja e comprar um relógio...]
inutilidades diversas e dispersas em circunstâncias complexas mas cumulativas. ou não.
sexta-feira, 6 de junho de 2014
quinta-feira, 5 de junho de 2014
just can't get enough
pausa na formação; e como tê-pê-cê (lá) teremos de procurar trabalho.
(ok, parei de procurar emprego em função do centro de emprego para começar a procurar emprego em função da assertiva formação. é oficial, a ideia de que eu possa procurar emprego em função da minha pessoa será algo que aos senhores não assiste.)
no entretanto há que me apresentar na junta de freguesia.
(tipo termo de entidade e residência, só que mais rigoroso).
aproveito para passear (um bocadinho) e lá me desloco à junta; (lá,) apresento o meu papel mas, como estou a frequentar a assertiva formação, o meu nome já não está na lista da junta.
(oba-oba, já não sou um desempregado; agora sou um (assertivo) formando; o que parecendo que não, e sendo a mesma coisa, faz toda a diferença.)
de-modos-que a funcionária (da junta) já não me podia assinar a folha e posteriormente dar-me um novo papel de apresentação; no entanto podia escrever na folha que, dado eu não estar nas listas, não podia assinar a folha. escreveu-o e depois assinou por baixo, dizendo-me que quando (eu) acabasse a formação teria que me dirigir ao centro de emprego para eles me darem um novo papel para eu depois passar pela junta para o assinarem.
(ok, finalmente descubro o que quero realmente fazer: quero assinar papéis depois de escrever que não os posso assinar. bolas, como é que eu não pensei nisso antes: rubricador certificado na óptima dos papéis que não posso rubricar.)
(ok, parei de procurar emprego em função do centro de emprego para começar a procurar emprego em função da assertiva formação. é oficial, a ideia de que eu possa procurar emprego em função da minha pessoa será algo que aos senhores não assiste.)
no entretanto há que me apresentar na junta de freguesia.
(tipo termo de entidade e residência, só que mais rigoroso).
aproveito para passear (um bocadinho) e lá me desloco à junta; (lá,) apresento o meu papel mas, como estou a frequentar a assertiva formação, o meu nome já não está na lista da junta.
(oba-oba, já não sou um desempregado; agora sou um (assertivo) formando; o que parecendo que não, e sendo a mesma coisa, faz toda a diferença.)
de-modos-que a funcionária (da junta) já não me podia assinar a folha e posteriormente dar-me um novo papel de apresentação; no entanto podia escrever na folha que, dado eu não estar nas listas, não podia assinar a folha. escreveu-o e depois assinou por baixo, dizendo-me que quando (eu) acabasse a formação teria que me dirigir ao centro de emprego para eles me darem um novo papel para eu depois passar pela junta para o assinarem.
(ok, finalmente descubro o que quero realmente fazer: quero assinar papéis depois de escrever que não os posso assinar. bolas, como é que eu não pensei nisso antes: rubricador certificado na óptima dos papéis que não posso rubricar.)
quarta-feira, 4 de junho de 2014
karma police
tantos anos depois e tenho na caixa-do-correio uma carta que não é publicidade nem nenhuma conta para pagar. fiquei radiante, (já) nem me lembrava de tal coisa; fui ver e era do centro-de-emprego.
(ok, poderia ser melhor mas ainda assim é sempre bom algo diferente...).
era uma carta toda pinoca; tinha o meu nome completo e todos os números que me identificam segundo os diferentes organismos e no final anunciava que enquanto durasse a formação eu, na minha qualidade de formando-desempregado, me encontrava isento de procurar trabalho.
(wiii e (duplo) cowabunga; haverá lá algo de melhor que ter uma carta do centro de emprego a isentar(-me) de procurar trabalho.)
[...for a minute there; i lost myself, i lost myself...]
serei só eu a achar estranho que (e no meio desta crise,) o pessoal do centro-de-emprego ache por bem gastar dinheiro em cartas e papéis para informar desempregados que durante as formações não têm de procurar trabalho?
(e quê, paro de procurar trabalho e vou para o sofá ver as tardes-da-júlia? ignoro a carta e continuo à procura de emprego? e se encontro, será que me repreendem? num-sei, parecendo que não, pouco ou nada há em mim de rebelde, de-modos-que penso que o melhor será não contrariar os senhores.)
[...this is what you get, this is what you get, this is what you get...when you mess with us...]
(ok, poderia ser melhor mas ainda assim é sempre bom algo diferente...).
era uma carta toda pinoca; tinha o meu nome completo e todos os números que me identificam segundo os diferentes organismos e no final anunciava que enquanto durasse a formação eu, na minha qualidade de formando-desempregado, me encontrava isento de procurar trabalho.
(wiii e (duplo) cowabunga; haverá lá algo de melhor que ter uma carta do centro de emprego a isentar(-me) de procurar trabalho.)
[...for a minute there; i lost myself, i lost myself...]
serei só eu a achar estranho que (e no meio desta crise,) o pessoal do centro-de-emprego ache por bem gastar dinheiro em cartas e papéis para informar desempregados que durante as formações não têm de procurar trabalho?
(e quê, paro de procurar trabalho e vou para o sofá ver as tardes-da-júlia? ignoro a carta e continuo à procura de emprego? e se encontro, será que me repreendem? num-sei, parecendo que não, pouco ou nada há em mim de rebelde, de-modos-que penso que o melhor será não contrariar os senhores.)
[...this is what you get, this is what you get, this is what you get...when you mess with us...]
terça-feira, 3 de junho de 2014
be thankful for what you've got
a saga formação continua; e nada como continuar com o resumo-da-matéria-dada; ou seja mais uma par de horas sobre folhas-com-cheiros-impressas-em-várias-cores-e-com-beijinhos-fofos.
(ou, adaptando não-sei-que-título "largos-minutos-têm-duas-horas".)
no final um breve anúncio "depois de um curto intervalo irão ver um filme sobre empregados fabris e sindicatos".
(com esta não contava eu; e talvez seja por isso que me inscreveram nesta formação: o (des)emprego tem-me feito pensar em diversas-coisas-dispersas, mas nada que se relacionasse com tal tema.)
o intervalo passou como uma final dos cem metros.
(ou, adaptando não-sei-bem-quem, diminutos-segundos-têm-dez-minutos";
de volta à aula formação, já se projectava na parede o chapliniano tempos modernos.
(pois, tenho que tomar mais atenção às pistas. como posso eu não me te ter lembrado do filme perante uma sinopse tão óbvia?)
anyway, verdade seja dita que ter revisto o tempos modernos foi, definitivamente, um passo em frente para arranjar trabalho; (e) algo que, não fosse a assertiva formação, eu (jamais) me teria lembrado.
e agora? adiciono ao (meu) cê-vê o visionamento formativo do tempos modernos ou guardo esta temática para quando me chamarem para uma empregável entrevista causar um boa impressão mediante a minha opinião sobre o tema?
(ou, adaptando não-sei-que-título "largos-minutos-têm-duas-horas".)
no final um breve anúncio "depois de um curto intervalo irão ver um filme sobre empregados fabris e sindicatos".
(com esta não contava eu; e talvez seja por isso que me inscreveram nesta formação: o (des)emprego tem-me feito pensar em diversas-coisas-dispersas, mas nada que se relacionasse com tal tema.)
o intervalo passou como uma final dos cem metros.
(ou, adaptando não-sei-bem-quem, diminutos-segundos-têm-dez-minutos";
de volta à
(pois, tenho que tomar mais atenção às pistas. como posso eu não me te ter lembrado do filme perante uma sinopse tão óbvia?)
anyway, verdade seja dita que ter revisto o tempos modernos foi, definitivamente, um passo em frente para arranjar trabalho; (e) algo que, não fosse a assertiva formação, eu (jamais) me teria lembrado.
e agora? adiciono ao (meu) cê-vê o visionamento formativo do tempos modernos ou guardo esta temática para quando me chamarem para uma empregável entrevista causar um boa impressão mediante a minha opinião sobre o tema?
segunda-feira, 2 de junho de 2014
show must go on
continuo em formação, apontando (cuidadosamente) todas as pequenas minudências que possam, mais tarde ou mais cedo, fazer a diferença entre o arranjar (ou não) emprego.
"não imprimam o vosso curriculum vitae em folhas coloridas (...) o ideal é (mesmo) o papel branco".
(e eu que já tinha comprado umas folhas azul-cueca para entregar no Porto e umas amerelinhas-limão para enviar para o Estoril...)
"e também não imprimam os currículos em folhas com cheiro (...) imaginem que escolhem uma com cheiro a jasmim e depois quem recebe a carta é alérgico ao jasmim (...) lá está, ficam logo de parte".
(e é isto, tinha eu comprado bacon para barrar os currículos que envio para Trás-os-Montes e vai-se a ver e (ainda) me arrisco, não só a continuar desempregado, como a ser perseguido por um vegetariano.)
"não fica bem imprimir o vosso currículo em diferentes cores (...) o ideal é (mesmo) imprimir a preto."
(quer-se dizer, andei eu a fazer um degradé com a experiência profissional em fúcsia e a formação académica em bordô e afinal o monocromático (preto) é que fica pinoca.)
"...e mais, apenas e só um tipo de letra, nunca mais (que um); não é complicado, é apenas-e-só escolher qualquer um e usar apenas esse".
(não é que discorde, mas tenho para mim que um comic sans, mesmo só e não acompanhado, tem o mesmo carisma que o (in)seguro tózé.)
"...ah, e no final na carta de apresentação não se despeçam com "beijos fofos"."
(pois, e eu que gosto (e uso amiúde) o saúdinha-da-boa lá terei que optar por um qualquer "cordialmente" ou (mesmo) um "com-os-melhores-cumprimentos".)
"...e lembrem-se (que) há determinadas áreas que não estão a recrutar ninguém"
(ao menos isso, porque eu tinha para mim que não eram "determinadas" mas apenas "todas".)
"não imprimam o vosso curriculum vitae em folhas coloridas (...) o ideal é (mesmo) o papel branco".
(e eu que já tinha comprado umas folhas azul-cueca para entregar no Porto e umas amerelinhas-limão para enviar para o Estoril...)
"e também não imprimam os currículos em folhas com cheiro (...) imaginem que escolhem uma com cheiro a jasmim e depois quem recebe a carta é alérgico ao jasmim (...) lá está, ficam logo de parte".
(e é isto, tinha eu comprado bacon para barrar os currículos que envio para Trás-os-Montes e vai-se a ver e (ainda) me arrisco, não só a continuar desempregado, como a ser perseguido por um vegetariano.)
"não fica bem imprimir o vosso currículo em diferentes cores (...) o ideal é (mesmo) imprimir a preto."
(quer-se dizer, andei eu a fazer um degradé com a experiência profissional em fúcsia e a formação académica em bordô e afinal o monocromático (preto) é que fica pinoca.)
"...e mais, apenas e só um tipo de letra, nunca mais (que um); não é complicado, é apenas-e-só escolher qualquer um e usar apenas esse".
(não é que discorde, mas tenho para mim que um comic sans, mesmo só e não acompanhado, tem o mesmo carisma que o (in)seguro tózé.)
"...ah, e no final na carta de apresentação não se despeçam com "beijos fofos"."
(pois, e eu que gosto (e uso amiúde) o saúdinha-da-boa lá terei que optar por um qualquer "cordialmente" ou (mesmo) um "com-os-melhores-cumprimentos".)
"...e lembrem-se (que) há determinadas áreas que não estão a recrutar ninguém"
(ao menos isso, porque eu tinha para mim que não eram "determinadas" mas apenas "todas".)
sábado, 31 de maio de 2014
still remains
vejo na tv os comentários do cristiano após a final da champions: "estou ligeiramente tocado, (mas) sinto-me feliz". no entretanto (ainda) não está recuperado e assim poderá continuar no próximo par de semanas.
num-percebo, eu quando estou ligeiramente tocado, bebo (mais) um par de tónicos gins até ficar mais compostinho, e depois; bem, depois posso até ressacar no dia seguinte, mas não preciso de um par de semanas para recuperar.
num-percebo, eu quando estou ligeiramente tocado, bebo (mais) um par de tónicos gins até ficar mais compostinho, e depois; bem, depois posso até ressacar no dia seguinte, mas não preciso de um par de semanas para recuperar.
sexta-feira, 30 de maio de 2014
wake me up when september ends
como (des)empregado que agora sou, tive um daqueles convites-que-não-se-recusam (nem se podem recusar) por parte do centro de emprego; qualquer coisa tipo uma formação em comunicação assertiva tipo técnicas e cenas para uma (correcta) procura de emprego.
é sempre bom quando o estado se preocupa connosco.
(e) é sempre bom voltar a acordar às sete para ir aprender a procurar a emprego. a primeira aula da formação não foi boa, nem má; antes pelo contrário. é sempre bom escrever o nome e os restantes dados em sete ou oito diferentes folhas.(obrigado pais por me darem seis-nomes-mais-um-"de"; é sempre bom passar um par de minutos só para escrever o nome numa legível letra.)
anyway, as expectativas eram baixas e surpreendentemente aprendi umas coisas. (quer-se dizer, não foram umas coisas; foi uma) e apenas uma, o que (vendo bem as coisas) nem foi mau de todo. antes pelo contraditório contrário.)
quando nos foi apresentada a calendarização das aulas, um formando levantou o braço e explicou que a próxima "aula" coincidia com uma entrevista de emprego. amavelmente, a formadora explicou-lhe (e explicou-nos) que ele podia justificar a falta à entrevista com a presença na formação mas que não podia justificar a falta à formação com a presença na entrevista. e, naturalmente, a falta à formação implicaria uma série de cenas-tipo-coisas-género-corte-de-todo-e-qualquer-subsídio.
de-modos-que é assim: enquanto estiver em formação-para-aprender-a-procurar-emprego convém não receber nenhuma proposta para ir a uma entrevista de emprego.
assim, e se o telefone tocar, as (minhas) palavras serão: "olhe, muito obrigado pela atenção e por me querer entrevistar mas eu (ainda) estou a aprender a ir entrevistas, de-modos-que o melhor é o senhor(a) marcar-me a entrevista para o dia ipsilon porque até ao dia xis tenho cenas-em-que-me-formar-(e-eventualmente)-aprender. de qualquer modo, obrigado pela atenção e pelo interesse, que eu assim que tiver acabado a formação respondo(-lhe) outra vez ao anúncio de emprego. ok? então-vá, saúdinha-da-boa e tudo-de-bom."
sim, (ele) há cenas-tipo-coisas que não compreendo mas, ao menos esta , (do ponto-de-vista-pata-metafísico-da-coisa) faz todo o sentido.
é sempre bom quando o estado se preocupa connosco.
(e) é sempre bom voltar a acordar às sete para ir aprender a procurar a emprego. a primeira aula da formação não foi boa, nem má; antes pelo contrário. é sempre bom escrever o nome e os restantes dados em sete ou oito diferentes folhas.(obrigado pais por me darem seis-nomes-mais-um-"de"; é sempre bom passar um par de minutos só para escrever o nome numa legível letra.)
anyway, as expectativas eram baixas e surpreendentemente aprendi umas coisas. (quer-se dizer, não foram umas coisas; foi uma) e apenas uma, o que (vendo bem as coisas) nem foi mau de todo. antes pelo contraditório contrário.)
quando nos foi apresentada a calendarização das aulas, um formando levantou o braço e explicou que a próxima "aula" coincidia com uma entrevista de emprego. amavelmente, a formadora explicou-lhe (e explicou-nos) que ele podia justificar a falta à entrevista com a presença na formação mas que não podia justificar a falta à formação com a presença na entrevista. e, naturalmente, a falta à formação implicaria uma série de cenas-tipo-coisas-género-corte-de-todo-e-qualquer-subsídio.
de-modos-que é assim: enquanto estiver em formação-para-aprender-a-procurar-emprego convém não receber nenhuma proposta para ir a uma entrevista de emprego.
assim, e se o telefone tocar, as (minhas) palavras serão: "olhe, muito obrigado pela atenção e por me querer entrevistar mas eu (ainda) estou a aprender a ir entrevistas, de-modos-que o melhor é o senhor(a) marcar-me a entrevista para o dia ipsilon porque até ao dia xis tenho cenas-em-que-me-formar-(e-eventualmente)-aprender. de qualquer modo, obrigado pela atenção e pelo interesse, que eu assim que tiver acabado a formação respondo(-lhe) outra vez ao anúncio de emprego. ok? então-vá, saúdinha-da-boa e tudo-de-bom."
sim, (ele) há cenas-tipo-coisas que não compreendo mas, ao menos esta , (do ponto-de-vista-pata-metafísico-da-coisa) faz todo o sentido.
quinta-feira, 29 de maio de 2014
david foster wallace #02
"worship your intellect, being seen as smart - you will end up feeling stupid, a fraud, always on the verge of being found out"
terça-feira, 27 de maio de 2014
carrot rope
lanchei uma cenoura enrolada em fiambre.
sabia que o (des)semprego seria complicado,
mas nunca me imaginei numa situação destas.
sabia que o (des)semprego seria complicado,
mas nunca me imaginei numa situação destas.
sexta-feira, 23 de maio de 2014
you oughta know [covered by richard cheese]
volta-meia-volta ia ao mesmo restaurante;
fosse peixe, fosse carne, o acompanhamento era (invariavelmente) arroz e batatas.
e, (invariavelmente) ele pedia (sempre) batatas.
e, (invariavelmente) o empregado trazia-lhe sempre ou só arroz ou arroz e batatas.
e o tempo foi passando;
e se o pedido se mantinha, também o resultado se repetia.
às vezes ele (lá) dizia que tinha pedido só batatas.
e, (invariavelmente) ouvia um "ah...desculpe, enganei-me".
a situação não era de outro-mundo, mas parecendo que não principiava a chatear.
aos poucos começou a congeminar um pérfido plano de vingança.
iria tornar-se pintor e ganhar a confiança do empregado.
chegaria o ponto em que se ofereceria para lhe pintar a casa a um razoável preço.
e depois, (bem, depois) pintar-lhe-ia a casa em tons de amarelo-limão pontuado por azul-cueca.
e depois, (bem, depois) era esperar que o empregado chegasse, visse, contestasse a cor...
...e ele (sarcasticamente) responderia "ah...desculpe, enganei-me".
o (genial) plano estava definido e o relógio começava a contar.
fosse peixe, fosse carne, o acompanhamento era (invariavelmente) arroz e batatas.
e, (invariavelmente) ele pedia (sempre) batatas.
e, (invariavelmente) o empregado trazia-lhe sempre ou só arroz ou arroz e batatas.
e o tempo foi passando;
e se o pedido se mantinha, também o resultado se repetia.
às vezes ele (lá) dizia que tinha pedido só batatas.
e, (invariavelmente) ouvia um "ah...desculpe, enganei-me".
a situação não era de outro-mundo, mas parecendo que não principiava a chatear.
aos poucos começou a congeminar um pérfido plano de vingança.
iria tornar-se pintor e ganhar a confiança do empregado.
chegaria o ponto em que se ofereceria para lhe pintar a casa a um razoável preço.
e depois, (bem, depois) pintar-lhe-ia a casa em tons de amarelo-limão pontuado por azul-cueca.
e depois, (bem, depois) era esperar que o empregado chegasse, visse, contestasse a cor...
...e ele (sarcasticamente) responderia "ah...desculpe, enganei-me".
o (genial) plano estava definido e o relógio começava a contar.
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