nesta (portuguesa) vida há dois tipos de certezas:
a certezinha-absoluta e ouvir os jardins proibidos em qualquer karaoke.
da primeira não tenho (assim) tanta certeza.
inutilidades diversas e dispersas em circunstâncias complexas mas cumulativas. ou não.
sexta-feira, 13 de junho de 2014
quinta-feira, 12 de junho de 2014
pray for rain
ontem postei que precisava de férias, e depois comentei que não pode chover sempre.
e hoje, naturalmente, está um lindo dia.
quer-se dizer, nas (poucas) férias que gozei enquanto trabalhava, o bom do são pedro brindava-me sempre com chuva (daquela-que-cai-certinha e ainda por cima molha); agora que estou desocupado aparece o bom tempo.
quer-se dizer, eu que precisava de uns ténis agora tenho que comprar uma samarra.
é que, parecendo que não, ainda me chamam para uma entrevista e depois, como é?
o tipo olha para mim com aquele ar de:
[pois, pois, estou eu aqui com uma cor de bife de perú e aparece-me este marmanjo todo bronzeado, tu deves ser bom é a trabalhar para o bronze....]
e diz-me algo como:
sim, sim, gostei muito do seu currículo, (vá lá à sua vida que) nós depois entramos em contacto consigo.
e lá está, como aprendi na assertiva formação, depois a resposta é tão certa como um nada-desta-vida.
e sabem o que é um nada-desta-vida? exacto, é um nada-desta-vida.
e hoje, naturalmente, está um lindo dia.
quer-se dizer, nas (poucas) férias que gozei enquanto trabalhava, o bom do são pedro brindava-me sempre com chuva (daquela-que-cai-certinha e ainda por cima molha); agora que estou desocupado aparece o bom tempo.
quer-se dizer, eu que precisava de uns ténis agora tenho que comprar uma samarra.
é que, parecendo que não, ainda me chamam para uma entrevista e depois, como é?
o tipo olha para mim com aquele ar de:
[pois, pois, estou eu aqui com uma cor de bife de perú e aparece-me este marmanjo todo bronzeado, tu deves ser bom é a trabalhar para o bronze....]
e diz-me algo como:
sim, sim, gostei muito do seu currículo, (vá lá à sua vida que) nós depois entramos em contacto consigo.
e lá está, como aprendi na assertiva formação, depois a resposta é tão certa como um nada-desta-vida.
e sabem o que é um nada-desta-vida? exacto, é um nada-desta-vida.
quarta-feira, 11 de junho de 2014
a question of time
desloquei-me ao centro-de-emprego com a confiante confiança de quem tem em sua posse um papel assinado com a nota (de) que o mesmo não pode ser assinado.
tirei a senha, sentei-me e meio micro-capítulo depois (já) era a minha vez.
[quer-se dizer, ouve um gajo histórias e queixumes de intermináveis esperas e vai-se aver ler e nem para um par de páginas dá.]
[ok, a verdade é que não é bem assim; na verdade, padeço do síndrome-murphyniano-da-(des)proporção-dos-números: os minutos que espero são inversamente proporcionais ao número de páginas do livro que estou a ler.]
a senhora que me recebeu era de uma educação exemplar....(mente-inexistente). era notório que o meu desemprego estava a transformar o seu emprego em trabalho: cada dúvida que lhe expus foi-me devolvida com um revirar de olhos e meia dúzia de palavras tão esclarecedoras quanto um manual de bases metoxiladas para manipulação fenilquilamínica.
remeti-me ao silêncio e (lá) recebi o novo papel: uma cena tipo renovação de contracto do termo de identidade e residência. desejei-lhe um resto-de-um-bom-dia e pela expressão da senhora nem quero saber o que mentalmente ela me desejou a mim.
de-modos que é isto: parecendo que não estou a precisar de umas (boas) férias.
[e-é-isto, um tipo desempregado há pouco mais de um mês e a achar que já precisa de férias... é por isto que este país...enfim.]
tirei a senha, sentei-me e meio micro-capítulo depois (já) era a minha vez.
[quer-se dizer, ouve um gajo histórias e queixumes de intermináveis esperas e vai-se a
[ok, a verdade é que não é bem assim; na verdade, padeço do síndrome-murphyniano-da-(des)proporção-dos-números: os minutos que espero são inversamente proporcionais ao número de páginas do livro que estou a ler.]
a senhora que me recebeu era de uma educação exemplar....(mente-inexistente). era notório que o meu desemprego estava a transformar o seu emprego em trabalho: cada dúvida que lhe expus foi-me devolvida com um revirar de olhos e meia dúzia de palavras tão esclarecedoras quanto um manual de bases metoxiladas para manipulação fenilquilamínica.
remeti-me ao silêncio e (lá) recebi o novo papel: uma cena tipo renovação de contracto do termo de identidade e residência. desejei-lhe um resto-de-um-bom-dia e pela expressão da senhora nem quero saber o que mentalmente ela me desejou a mim.
de-modos que é isto: parecendo que não estou a precisar de umas (boas) férias.
[e-é-isto, um tipo desempregado há pouco mais de um mês e a achar que já precisa de férias... é por isto que este país...enfim.]
segunda-feira, 9 de junho de 2014
wolf at the door
se as meias-patilhas não foram responsabilidade minha, o mesmo não posso dizer da ideia de ter aparado apenas metade do cabelo. de-modos-que acordei como o sideshow bob (mas sem a vontade de matar o bart em particular).
não havia em mim a excitação de último dia de aulas, mas sabia que depois de almoço estaria mais aliviado.
vamos finalizar falando de tipos de pessoas; sabem, não somos todos iguais... há pessoas assertivas, outras que são activas, e naturalmente também existem as passivas....
[só o idiota da mesa do meio se riu, mas lá parou quando se apercebeu que era o único.]
...mas antes umas senhoras falar-vos-ão de uns cursos com muita procura no mercado de trabalho.
[não dúvido, mas procurar vender cursos de quase três mil euros a um grupo de desempregados parece-me tão pertinente como procurar fazer negócios com vegatarianos em feiras de enchidos transmontanos]
bem, para não vos chatear com as diferentes definições dos diversos tipos de pessoas, vou-vos mostrar um filme....
[ok, o melhor é tentar não arriscar um palpite, mas a arriscar inclinar-me-ia para o grande ditador.]
o filme é o crash...
[cronenberg... não posso, por esta não esperava eu, (só) não estou a ver a relação, mas tudo bem.]
o filme tem uma década, mas continua actual...
[ok, afinal é o do paul haggis, e assim já faz (mais) sentido; se tens uma audiência de (forçados) desempregados, que poderá haver de melhor que um filme que mistura diversas personagens em conflitos vários, com o desespero a funcionar como uma constante e os preconceitos a multiplicarem-se; (enfim) uma história feita de múltiplas histórias onde há sempre alguém pronto a passar-se ou pura-e-simplesmente a explodir.... uma história de pedaços de histórias (in)varialmentes tristes e injustas.]
e no entretanto terminei a assertiva formação; dentro de um par de meses receberei o certificado. mal posso esperar: qual licenciatura, qual pós-graduação, qual quê? com esta adição às (minhas) habilitações académicas já ouço o emprego a bater-me à porta. é só um segundo, vão fazendo fila que eu já vou.
o filme tem uma década, mas continua actual...
[ok, afinal é o do paul haggis, e assim já faz (mais) sentido; se tens uma audiência de (forçados) desempregados, que poderá haver de melhor que um filme que mistura diversas personagens em conflitos vários, com o desespero a funcionar como uma constante e os preconceitos a multiplicarem-se; (enfim) uma história feita de múltiplas histórias onde há sempre alguém pronto a passar-se ou pura-e-simplesmente a explodir.... uma história de pedaços de histórias (in)varialmentes tristes e injustas.]
e no entretanto terminei a assertiva formação; dentro de um par de meses receberei o certificado. mal posso esperar: qual licenciatura, qual pós-graduação, qual quê? com esta adição às (minhas) habilitações académicas já ouço o emprego a bater-me à porta. é só um segundo, vão fazendo fila que eu já vou.
sábado, 7 de junho de 2014
mercy in you
acordei (demasiado) cedo, saí de casa e dei por mim perto de um cabeleireiro. o (meu) reflexo dizia-me para eu entrar; reparei que estava vazio (tipo às moscas, só que sem moscas) e entrei.
[pois, têm razão, ainda estava meio adormecido e nem me lembrei da assertiva formação. na-volta ainda chumbo. e daí que talvez não, não podendo ir a entrevistas durante o período da assertiva-fomação, talvez isto passe. espero eu.]
uma vez lá dentro, pedi para cortar o cabelo e aparar a barba e, quando abri os olhos, tinha umas micro-patilhas. quer-se-dizer, a barba, tudo bem, de quando em vez ainda a aparo; agora as patilhas? (quer-se-dizer) as minhas patihas? há muito que os meus ouvidos são acompanhados de patilhas; maiores ou menores, mas sempre a acompanhar a totalidade das orelhas. a meio, não. no entanto é a meio que estão. podia ser pior, mas nem por isso é bom. e agora? não acho piada nenhuma a isto.
de-modos-que ainda agora vi o meu reflexo e deu-me para escarnecer de mim; (confesso que) não resisti.
de-modos-que agora estou amuado comigo, não me pareceu correcto que eu mesmo, troçasse de mim; não daquele modo.
por outro lado, ao ver o meu reflexo fui incapaz de não me escarnir. (e) é isto. estou num modo bipolar em que ora gozo comigo mesmo oro amuo comigo por comigo ter gozado.
sexta-feira, 6 de junho de 2014
everything counts
os dias de formação estão de volta, e há em mim toda uma emoção do tipo inexistente. mas o que tem de ser, tem muita força; e à força de ter de ir, lá vou.
chego cedo; (e) a conta-gotas (lá) vão surgindo os outros formandos; há neles uma emoção em tudo semelhante à minha, e se somássemos todas essas emoções obteríamos uma percentagem em tudo semelhante à percentagem de álcool numa cerveja sem álcool; ou seja, se se medisse a (nossa) vontade numa escala de vinhos, estaríamos (todos) ao nível de uma plástica garrafa de fanta uva.
sucede-se o momento da boa-educação-a-pacotes; (e) todos fazemos o gesto de deixar o outro entrar primeiro... é só boa educação e estender-de-braços e no fim, esgotadas todas as cerimónias, lá (lentamente) entramos; um-a-um, sem pressas ou confusões.
recebi os vossos mails, comunica a formadora, alguém não me enviou as provas de procura de emprego?
[nop, todos fizeram os tê-pê-cês, nenhum gato comeu os tê-pê-cês e nenhum autocarro se atrasou; ou noutras palavras, uma turma exemplar.]
ainda não vi tudo; mandaram-me tanta coisa...
[e quê, queres ver que a malta desempregada emprega o tempo a procurar emprego? quem diria...]
bem, hoje vamos falar de entrevistas-de-emprego; como ir, o que fazer, como se apresentar, essas coisas...
[pois, até porque como já sabemos que mais vale faltar a uma entrevista do que faltar à assertiva formação, o melhor mesmo é aprendermos o que fazer numa entrevista de emprego quando não pudermos faltar por estarmos a ter uma formação que nos ensina a procurar trabalho...]
por exemplo, as mulheres às vezes até vão ao cabeleireiro para se arranjarem. isso dá a imagem que gastam dinheiro em cabeleireiros, e lá está, poderão ser logo excluídas. o melhor mesmo é arranjarem (vocês) o cabelo, ou então pedirem a uma amiga com jeito-para-a-cena para vos dar uma mãozinha.
[pois, não estou a ver nenhum amigo (meu) com jeito para me pôr gel no cabelo, de-modos-que o melhor é começar a pensar nisso, ou então inscrevo-me numa capilar formação de vinte-e-cinco-horas e (sempre) fico apto para ajudar quem precise (de semelhante serviço).]
se tiverem um bom carro, não o estacionem no parque ou perto do local de entrevista; eles depois vêem que vocês têm um bom veículo e vocês ficam logo excluídos.
[bem visto, ainda hoje andei de metro e era uma carruagem toda moderna, a ver se não repito o erro; para a próxima vou de autocarro, e só apanho um que já esteja a pedir a reforma (até porque se for dos novos, lá está, sou (logo) excluído).]
[ok, estou a exagerar, o meu micro-carro têm mais de uma década, de-modos-que se calhar aparecer com meio-carro até pode ser um bónus.]
falei-vos dos carros, e o mesmo se aplica aos acessórios... não apareçam com malas ou brincos caros, porque (lá está) eles vêem que vocês estão bem e (que) não precisam de trabalhar e upa-upa, ficam logo excluídos....
[e esta hein? por esta não esperava eu. tenho um relógio único (no sentido em que nenhum dos outros funciona); lembro-me de o ter comprado depois de uns tempinhos a poupar para ele. não é que tenha sido muito caro, mas também não foi barato. e eu gosto de andar de relógio, aliás, sempre que me esqueço de o pôr, saio de casa com a sensação que me falta algo, e depois, quando acabo por ir ver as horas fico a olhar para o pulso e lembro-me que me esqueci do relógio, o que depois me sucede em intervalos cada vez mais curtos....
de-modos-que, este post (já) está mais longo que um post muito longo e, em vez de escrever (ainda mais) o melhor é mesmo parar de escrever e, aproveitar que parou de chover, para ir à agá-e-éme (ou a uma qualquer asiática loja e comprar um relógio...]
chego cedo; (e) a conta-gotas (lá) vão surgindo os outros formandos; há neles uma emoção em tudo semelhante à minha, e se somássemos todas essas emoções obteríamos uma percentagem em tudo semelhante à percentagem de álcool numa cerveja sem álcool; ou seja, se se medisse a (nossa) vontade numa escala de vinhos, estaríamos (todos) ao nível de uma plástica garrafa de fanta uva.
sucede-se o momento da boa-educação-a-pacotes; (e) todos fazemos o gesto de deixar o outro entrar primeiro... é só boa educação e estender-de-braços e no fim, esgotadas todas as cerimónias, lá (lentamente) entramos; um-a-um, sem pressas ou confusões.
recebi os vossos mails, comunica a formadora, alguém não me enviou as provas de procura de emprego?
[nop, todos fizeram os tê-pê-cês, nenhum gato comeu os tê-pê-cês e nenhum autocarro se atrasou; ou noutras palavras, uma turma exemplar.]
ainda não vi tudo; mandaram-me tanta coisa...
[e quê, queres ver que a malta desempregada emprega o tempo a procurar emprego? quem diria...]
bem, hoje vamos falar de entrevistas-de-emprego; como ir, o que fazer, como se apresentar, essas coisas...
[pois, até porque como já sabemos que mais vale faltar a uma entrevista do que faltar à assertiva formação, o melhor mesmo é aprendermos o que fazer numa entrevista de emprego quando não pudermos faltar por estarmos a ter uma formação que nos ensina a procurar trabalho...]
por exemplo, as mulheres às vezes até vão ao cabeleireiro para se arranjarem. isso dá a imagem que gastam dinheiro em cabeleireiros, e lá está, poderão ser logo excluídas. o melhor mesmo é arranjarem (vocês) o cabelo, ou então pedirem a uma amiga com jeito-para-a-cena para vos dar uma mãozinha.
[pois, não estou a ver nenhum amigo (meu) com jeito para me pôr gel no cabelo, de-modos-que o melhor é começar a pensar nisso, ou então inscrevo-me numa capilar formação de vinte-e-cinco-horas e (sempre) fico apto para ajudar quem precise (de semelhante serviço).]
se tiverem um bom carro, não o estacionem no parque ou perto do local de entrevista; eles depois vêem que vocês têm um bom veículo e vocês ficam logo excluídos.
[bem visto, ainda hoje andei de metro e era uma carruagem toda moderna, a ver se não repito o erro; para a próxima vou de autocarro, e só apanho um que já esteja a pedir a reforma (até porque se for dos novos, lá está, sou (logo) excluído).]
[ok, estou a exagerar, o meu micro-carro têm mais de uma década, de-modos-que se calhar aparecer com meio-carro até pode ser um bónus.]
falei-vos dos carros, e o mesmo se aplica aos acessórios... não apareçam com malas ou brincos caros, porque (lá está) eles vêem que vocês estão bem e (que) não precisam de trabalhar e upa-upa, ficam logo excluídos....
[e esta hein? por esta não esperava eu. tenho um relógio único (no sentido em que nenhum dos outros funciona); lembro-me de o ter comprado depois de uns tempinhos a poupar para ele. não é que tenha sido muito caro, mas também não foi barato. e eu gosto de andar de relógio, aliás, sempre que me esqueço de o pôr, saio de casa com a sensação que me falta algo, e depois, quando acabo por ir ver as horas fico a olhar para o pulso e lembro-me que me esqueci do relógio, o que depois me sucede em intervalos cada vez mais curtos....
de-modos-que, este post (já) está mais longo que um post muito longo e, em vez de escrever (ainda mais) o melhor é mesmo parar de escrever e, aproveitar que parou de chover, para ir à agá-e-éme (ou a uma qualquer asiática loja e comprar um relógio...]
quinta-feira, 5 de junho de 2014
just can't get enough
pausa na formação; e como tê-pê-cê (lá) teremos de procurar trabalho.
(ok, parei de procurar emprego em função do centro de emprego para começar a procurar emprego em função da assertiva formação. é oficial, a ideia de que eu possa procurar emprego em função da minha pessoa será algo que aos senhores não assiste.)
no entretanto há que me apresentar na junta de freguesia.
(tipo termo de entidade e residência, só que mais rigoroso).
aproveito para passear (um bocadinho) e lá me desloco à junta; (lá,) apresento o meu papel mas, como estou a frequentar a assertiva formação, o meu nome já não está na lista da junta.
(oba-oba, já não sou um desempregado; agora sou um (assertivo) formando; o que parecendo que não, e sendo a mesma coisa, faz toda a diferença.)
de-modos-que a funcionária (da junta) já não me podia assinar a folha e posteriormente dar-me um novo papel de apresentação; no entanto podia escrever na folha que, dado eu não estar nas listas, não podia assinar a folha. escreveu-o e depois assinou por baixo, dizendo-me que quando (eu) acabasse a formação teria que me dirigir ao centro de emprego para eles me darem um novo papel para eu depois passar pela junta para o assinarem.
(ok, finalmente descubro o que quero realmente fazer: quero assinar papéis depois de escrever que não os posso assinar. bolas, como é que eu não pensei nisso antes: rubricador certificado na óptima dos papéis que não posso rubricar.)
(ok, parei de procurar emprego em função do centro de emprego para começar a procurar emprego em função da assertiva formação. é oficial, a ideia de que eu possa procurar emprego em função da minha pessoa será algo que aos senhores não assiste.)
no entretanto há que me apresentar na junta de freguesia.
(tipo termo de entidade e residência, só que mais rigoroso).
aproveito para passear (um bocadinho) e lá me desloco à junta; (lá,) apresento o meu papel mas, como estou a frequentar a assertiva formação, o meu nome já não está na lista da junta.
(oba-oba, já não sou um desempregado; agora sou um (assertivo) formando; o que parecendo que não, e sendo a mesma coisa, faz toda a diferença.)
de-modos-que a funcionária (da junta) já não me podia assinar a folha e posteriormente dar-me um novo papel de apresentação; no entanto podia escrever na folha que, dado eu não estar nas listas, não podia assinar a folha. escreveu-o e depois assinou por baixo, dizendo-me que quando (eu) acabasse a formação teria que me dirigir ao centro de emprego para eles me darem um novo papel para eu depois passar pela junta para o assinarem.
(ok, finalmente descubro o que quero realmente fazer: quero assinar papéis depois de escrever que não os posso assinar. bolas, como é que eu não pensei nisso antes: rubricador certificado na óptima dos papéis que não posso rubricar.)
quarta-feira, 4 de junho de 2014
karma police
tantos anos depois e tenho na caixa-do-correio uma carta que não é publicidade nem nenhuma conta para pagar. fiquei radiante, (já) nem me lembrava de tal coisa; fui ver e era do centro-de-emprego.
(ok, poderia ser melhor mas ainda assim é sempre bom algo diferente...).
era uma carta toda pinoca; tinha o meu nome completo e todos os números que me identificam segundo os diferentes organismos e no final anunciava que enquanto durasse a formação eu, na minha qualidade de formando-desempregado, me encontrava isento de procurar trabalho.
(wiii e (duplo) cowabunga; haverá lá algo de melhor que ter uma carta do centro de emprego a isentar(-me) de procurar trabalho.)
[...for a minute there; i lost myself, i lost myself...]
serei só eu a achar estranho que (e no meio desta crise,) o pessoal do centro-de-emprego ache por bem gastar dinheiro em cartas e papéis para informar desempregados que durante as formações não têm de procurar trabalho?
(e quê, paro de procurar trabalho e vou para o sofá ver as tardes-da-júlia? ignoro a carta e continuo à procura de emprego? e se encontro, será que me repreendem? num-sei, parecendo que não, pouco ou nada há em mim de rebelde, de-modos-que penso que o melhor será não contrariar os senhores.)
[...this is what you get, this is what you get, this is what you get...when you mess with us...]
(ok, poderia ser melhor mas ainda assim é sempre bom algo diferente...).
era uma carta toda pinoca; tinha o meu nome completo e todos os números que me identificam segundo os diferentes organismos e no final anunciava que enquanto durasse a formação eu, na minha qualidade de formando-desempregado, me encontrava isento de procurar trabalho.
(wiii e (duplo) cowabunga; haverá lá algo de melhor que ter uma carta do centro de emprego a isentar(-me) de procurar trabalho.)
[...for a minute there; i lost myself, i lost myself...]
serei só eu a achar estranho que (e no meio desta crise,) o pessoal do centro-de-emprego ache por bem gastar dinheiro em cartas e papéis para informar desempregados que durante as formações não têm de procurar trabalho?
(e quê, paro de procurar trabalho e vou para o sofá ver as tardes-da-júlia? ignoro a carta e continuo à procura de emprego? e se encontro, será que me repreendem? num-sei, parecendo que não, pouco ou nada há em mim de rebelde, de-modos-que penso que o melhor será não contrariar os senhores.)
[...this is what you get, this is what you get, this is what you get...when you mess with us...]
terça-feira, 3 de junho de 2014
be thankful for what you've got
a saga formação continua; e nada como continuar com o resumo-da-matéria-dada; ou seja mais uma par de horas sobre folhas-com-cheiros-impressas-em-várias-cores-e-com-beijinhos-fofos.
(ou, adaptando não-sei-que-título "largos-minutos-têm-duas-horas".)
no final um breve anúncio "depois de um curto intervalo irão ver um filme sobre empregados fabris e sindicatos".
(com esta não contava eu; e talvez seja por isso que me inscreveram nesta formação: o (des)emprego tem-me feito pensar em diversas-coisas-dispersas, mas nada que se relacionasse com tal tema.)
o intervalo passou como uma final dos cem metros.
(ou, adaptando não-sei-bem-quem, diminutos-segundos-têm-dez-minutos";
de volta à aula formação, já se projectava na parede o chapliniano tempos modernos.
(pois, tenho que tomar mais atenção às pistas. como posso eu não me te ter lembrado do filme perante uma sinopse tão óbvia?)
anyway, verdade seja dita que ter revisto o tempos modernos foi, definitivamente, um passo em frente para arranjar trabalho; (e) algo que, não fosse a assertiva formação, eu (jamais) me teria lembrado.
e agora? adiciono ao (meu) cê-vê o visionamento formativo do tempos modernos ou guardo esta temática para quando me chamarem para uma empregável entrevista causar um boa impressão mediante a minha opinião sobre o tema?
(ou, adaptando não-sei-que-título "largos-minutos-têm-duas-horas".)
no final um breve anúncio "depois de um curto intervalo irão ver um filme sobre empregados fabris e sindicatos".
(com esta não contava eu; e talvez seja por isso que me inscreveram nesta formação: o (des)emprego tem-me feito pensar em diversas-coisas-dispersas, mas nada que se relacionasse com tal tema.)
o intervalo passou como uma final dos cem metros.
(ou, adaptando não-sei-bem-quem, diminutos-segundos-têm-dez-minutos";
de volta à
(pois, tenho que tomar mais atenção às pistas. como posso eu não me te ter lembrado do filme perante uma sinopse tão óbvia?)
anyway, verdade seja dita que ter revisto o tempos modernos foi, definitivamente, um passo em frente para arranjar trabalho; (e) algo que, não fosse a assertiva formação, eu (jamais) me teria lembrado.
e agora? adiciono ao (meu) cê-vê o visionamento formativo do tempos modernos ou guardo esta temática para quando me chamarem para uma empregável entrevista causar um boa impressão mediante a minha opinião sobre o tema?
segunda-feira, 2 de junho de 2014
show must go on
continuo em formação, apontando (cuidadosamente) todas as pequenas minudências que possam, mais tarde ou mais cedo, fazer a diferença entre o arranjar (ou não) emprego.
"não imprimam o vosso curriculum vitae em folhas coloridas (...) o ideal é (mesmo) o papel branco".
(e eu que já tinha comprado umas folhas azul-cueca para entregar no Porto e umas amerelinhas-limão para enviar para o Estoril...)
"e também não imprimam os currículos em folhas com cheiro (...) imaginem que escolhem uma com cheiro a jasmim e depois quem recebe a carta é alérgico ao jasmim (...) lá está, ficam logo de parte".
(e é isto, tinha eu comprado bacon para barrar os currículos que envio para Trás-os-Montes e vai-se a ver e (ainda) me arrisco, não só a continuar desempregado, como a ser perseguido por um vegetariano.)
"não fica bem imprimir o vosso currículo em diferentes cores (...) o ideal é (mesmo) imprimir a preto."
(quer-se dizer, andei eu a fazer um degradé com a experiência profissional em fúcsia e a formação académica em bordô e afinal o monocromático (preto) é que fica pinoca.)
"...e mais, apenas e só um tipo de letra, nunca mais (que um); não é complicado, é apenas-e-só escolher qualquer um e usar apenas esse".
(não é que discorde, mas tenho para mim que um comic sans, mesmo só e não acompanhado, tem o mesmo carisma que o (in)seguro tózé.)
"...ah, e no final na carta de apresentação não se despeçam com "beijos fofos"."
(pois, e eu que gosto (e uso amiúde) o saúdinha-da-boa lá terei que optar por um qualquer "cordialmente" ou (mesmo) um "com-os-melhores-cumprimentos".)
"...e lembrem-se (que) há determinadas áreas que não estão a recrutar ninguém"
(ao menos isso, porque eu tinha para mim que não eram "determinadas" mas apenas "todas".)
"não imprimam o vosso curriculum vitae em folhas coloridas (...) o ideal é (mesmo) o papel branco".
(e eu que já tinha comprado umas folhas azul-cueca para entregar no Porto e umas amerelinhas-limão para enviar para o Estoril...)
"e também não imprimam os currículos em folhas com cheiro (...) imaginem que escolhem uma com cheiro a jasmim e depois quem recebe a carta é alérgico ao jasmim (...) lá está, ficam logo de parte".
(e é isto, tinha eu comprado bacon para barrar os currículos que envio para Trás-os-Montes e vai-se a ver e (ainda) me arrisco, não só a continuar desempregado, como a ser perseguido por um vegetariano.)
"não fica bem imprimir o vosso currículo em diferentes cores (...) o ideal é (mesmo) imprimir a preto."
(quer-se dizer, andei eu a fazer um degradé com a experiência profissional em fúcsia e a formação académica em bordô e afinal o monocromático (preto) é que fica pinoca.)
"...e mais, apenas e só um tipo de letra, nunca mais (que um); não é complicado, é apenas-e-só escolher qualquer um e usar apenas esse".
(não é que discorde, mas tenho para mim que um comic sans, mesmo só e não acompanhado, tem o mesmo carisma que o (in)seguro tózé.)
"...ah, e no final na carta de apresentação não se despeçam com "beijos fofos"."
(pois, e eu que gosto (e uso amiúde) o saúdinha-da-boa lá terei que optar por um qualquer "cordialmente" ou (mesmo) um "com-os-melhores-cumprimentos".)
"...e lembrem-se (que) há determinadas áreas que não estão a recrutar ninguém"
(ao menos isso, porque eu tinha para mim que não eram "determinadas" mas apenas "todas".)
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