domingo, 29 de junho de 2014

dancing with myself

sempre que há grandes eventos futebolísticos, como exemplo o mundial de futebol que agora decorre, surge o debate sobre os profissionais futebolistas poderem, ou não, pinar durante os estágios: há quem diga que sim, há quem argumente que não e há, também, quem defenda que pelo menos durante os jogos será algo a evitar.

de-modo(s)-que a questão que se põe é: porque-raio ninguém questiona a prática de masturbação durante um torneio profissional de ténis.
e quê, é considerado treino? aquecimento? ou é uma cena a evitar por, parecendo que não, poder propiciar lesões?

sábado, 28 de junho de 2014

i know

finalmente percebi o porquê da selecção de Portugal regressar após a fase de grupos. é que, parecendo que não, uns quantos já não aguentavam os noventa minutos; (e) quero nem imaginar quantos chegavam aos cento e vinte.


sexta-feira, 27 de junho de 2014

summertime sadness

hoje, a propósito de uma pergunta que tinha feito, tinha um cena-tipo-reunião na Junta. de-modos-que lá fui.
cheguei (antes de hora) e pediram-me para esperar um bocado, e um (bom) bocado depois lá uma senhora me chamou.

apresentou-se e convidou-me a sentar; (e eu) apresentei-me e sentei-me.
disse-me para falar; e eu falei-lhe dizendo que pensava que estava ali para (a) ouvir.
disse-me que sim e que não, e lhe falasse das razões para (eu) estar ali.
como "razões" é plural, disse-lhe que estava desempregado e (ainda-por-cima) não tinha emprego.
[mau, pensei eu, mas isto é para me orientar ou para me analisar?]

falou-me que podia fazer isto, aquilo e aqueloutro;
disse-lhe que fazia aqueloutro amiúde, e o isto-e-aquilo (já) faziam parte do meu dia-a-dia.
referiu-se também a um curso básico de inglês acrescentando que de nada me serviria.
concordei e acrescentei que mais valia deixar a vaga para quem dela precisasse.
[ok, pensou o meu aliviado eu, isto não é análise mas sim orientação.]

falou-me de subsídios e de estágios especiais para específicos casos;
os que ofereciam melhores regalias implicavam que eu fosse pai.
[definitivamente o incentivo à natalidade faz-se de um estranho modo.]

continuou a falar de incentivos e eu continuei-lhe a dizer que não estava qualificado para nenhum deles. finda a explicação, pediu-me o mail.
[ok, queres ver que (isto) não é análise nem orientação, (mas) apenas speed-dating?]

disse-me que me iria inundar o mail com propostas, formações e demais informações.
disse-me também que a minha presença ali contava como uma activa procura de emprego e de-modos-que me iria passar o respectivo papel. entregou-me o papel com tamanha alegria que me obrigou a guardar para mim um yupi-de-contentamento.

agradeci-lhe o gesto e com um gesto ela disse-me que o meu tempo tinha acabado. despediu-se dizendo que haveria mais gente à espera;
(e eu) despedi-me desejando-lhe um bom fim-de-semana.
saí e passei por uma vazia sala de espera. olhei para trás e via encolher os ombros e recolher-se (para o seu gabinete).

decidi vir a pé para casa e, pelo caminho, refiz mentalmente o diálogo daquela espécie de reunião. na verdade, e parecendo que não, esta minha deslocação à Junta foi tão (ou mais produtiva) que a ida da nacional selecção ao Brasil.

quinta-feira, 26 de junho de 2014

failure [alfie remix]

Portugal perdeu o primeiro jogo;
Portugal, e ao cair do pano, empatou o segundo;
Portugal, e graças a um golo do Gana, ganhou o terceiro;
Agora sim, estamos preparados para golear.


ok computer

passei a manhã a tentar instalar o scanner no computador.
liguei e desliguei cabos e instalei e desinstalei drivers.
procurei fóruns e li-os em zapping e depois reli-os com atenção.
descobri janelas no windows (no shit,) e uma série de definições.
passadas todas estas horas confesso que não me chateia o tempo gasto,
o que me aborrece é desconhecer se fui ou não bem sucedido:
o que (parecendo que não,) é complicado pois o computador (agora) não liga.

quarta-feira, 25 de junho de 2014

charles caleb colton [dixit]

"há enganos tão bem elaborados que seria estupidez não ser enganado por eles"

domingo, 22 de junho de 2014

why don't you find it for yourself

-  chega-te à minha beira para tirarmos um selfie.
(de-modo(s)-que é isto) a evolução do género humano é chamar alguém para tirar uma selfie.

shoot the runner

findou o jantar e demos um salto à (itinerante) feira popular: (o que, na verdade, era) uma série de barracas que circundavam a rotunda com vista para a casa-da-música.
éfe escolheu a pseudo-pistola. falhou um tiro e não teve direito a um peluche.
éne optou pelos dardos, falhou dois balões e não teve direito a um peluche.
hagá não acertou numa lata, e (naturalmente) não teve direito a um peluche.
(já) eu fui para a barraca ao lado, e não é para me gabar, mas não derramei nenhuma cerveja.

failure

não conhecia a maioria do pessoal sentado à mesa de jantar. optei por (os) ouvir, acreditando que no entretanto me ocorria algo de inteligente para dizer.
sucedeu-se o yada-yada-ydada de assunto em assunto até se começar a discutir o que cada um iria jantar.
escolhe isto, que é bom, disse alguém que eu mal conhecia.
- nunca cá estive, que recomendam? questionou o hagá,
- quero uma pizza... (é que) não como uma há mais de quinhentos anos... disse a senhora (que eu não conhecia).
- a sério, disse eu, pensava que era ligeiramente mais nova.
o silêncio que se seguiu levou-me a acreditar que talvez pudesse ter escolhido outras palavras.

sexta-feira, 20 de junho de 2014

about today [live]


estar desempregado é ver passar as sextas
tal qual passam quaisquer outros dias.
há uma semana a findar,
mas não é a mesma coisa.
há um fim-de-semana a espreitar,
mas não é a mesma coisa.
o dia não passa tão devagar,
e não, não é a mesma coisa.

oh, a palerma (da) nostalgia.
oh, a idiota (da) melancolia.
(e) oh, a imbecil (da) (não)-poesia.

penso como será o (meu) final de tarde,
(e) uma dúvida principia a me atormentar:
minis fresquinhas ou tónicos gins?