inutilidades diversas e dispersas em circunstâncias complexas mas cumulativas. ou não.
sexta-feira, 13 de julho de 2012
"e o dia começa bem"
haverá (lá) melhor coisa que começar o dia encostado ao balcão enquanto a empregada lava loiça. lança-se um bom-dia, recebe-se um bom dia e os pires continuam a serem lavados. as notícias que a têvê debita são pontuadas pelos tlins da loiça e longe de mim querer interromper o trabalho da senhora. tiro a carteira do bolso e da carteira tiro umas moedas: intercalo os tlins das moedas sobre o balcão com os tlins das chávenas na pia e a minha paciência vai à dabliú-cê. arriscaria um era uma café, se faz favor mas não há em mim a mínima vontade de ouvir um ai era, quer dizer que já não é. (de-modos que) opto por esperar em silêncio enquanto me insulto por não a insultar e depois censuro-me por a querer insultar e depois insulto-me por me censurar e depois... (bem) depois a água pára de correr; a senhora vira-se enquanto limpa às mãos ao eventual e aproxima-se com um bom dia senhor, diga se faz favor. era um cafe´. ai era? quer dizer que... fod*-se.
quinta-feira, 12 de julho de 2012
quarta-feira, 11 de julho de 2012
noventa e oito
dia após dia, os dias alongavam-se;
sempre um pouco mais
e depois um pouco mais (ainda)
até se tornarem intermináveis.
eram uma continuada tortura contínua
que o ceifavam lentamente.
inconscientemente intencional,
tinha-se sabotado
conscientemente sem querer.
(e) agora era vê-lo ali a (lentamente)
depauperar no lento passar dos dias.
estava como se não estivesse,
arrastava-se pensando andar
enquanto andava a arrastar-se.
já fora feliz,
e (agora) não erainfeliz,
apenas assumira o ponto de não retorno
segundo o dia em que começara a se sabotar.
e queixava-se sem ter de quê.
desanimado, desanimou-se;
abraçando, sem ânimo,
esse constante desânimo
que teimava em não o abandonar.
os pequenos nadas da génese
de pequenos nada tinham
e a existirem seriam mínimos.
as razões? não as tinha,
e começava, também, a não as querer (ter).
agastado com tudo,
mas sobretudo consigo,
deu-se a si mesmo cem dias.
não mais, nem menos que
cem (daqueles) dias.
sempre um pouco mais
e depois um pouco mais (ainda)
até se tornarem intermináveis.
eram uma continuada tortura contínua
que o ceifavam lentamente.
inconscientemente intencional,
tinha-se sabotado
conscientemente sem querer.
(e) agora era vê-lo ali a (lentamente)
depauperar no lento passar dos dias.
estava como se não estivesse,
arrastava-se pensando andar
enquanto andava a arrastar-se.
já fora feliz,
e (agora) não era
apenas assumira o ponto de não retorno
segundo o dia em que começara a se sabotar.
e queixava-se sem ter de quê.
desanimado, desanimou-se;
abraçando, sem ânimo,
esse constante desânimo
que teimava em não o abandonar.
os pequenos nadas da génese
de pequenos nada tinham
e a existirem seriam mínimos.
as razões? não as tinha,
e começava, também, a não as querer (ter).
agastado com tudo,
mas sobretudo consigo,
deu-se a si mesmo cem dias.
não mais, nem menos que
cem (daqueles) dias.
terça-feira, 10 de julho de 2012
segunda-feira, 9 de julho de 2012
noite(s) longa(s)
...e foi em tal estado para casa,
que passou por um canil,
na esperança de lá deixar a cadela.
que passou por um canil,
na esperança de lá deixar a cadela.
sexta-feira, 6 de julho de 2012
quinta-feira, 5 de julho de 2012
e cruzo os braços
tenho tanto para fazer
que decidinão fazer nada;
e no meio desta palhaçada
surgiu uma réstia de esperança:
estou para ver essa história do
quem espera sempre alcança.
que decidi
e no meio desta palhaçada
surgiu uma réstia de esperança:
estou para ver essa história do
quem espera sempre alcança.
quarta-feira, 4 de julho de 2012
terça-feira, 3 de julho de 2012
segunda-feira, 2 de julho de 2012
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