quarta-feira, 19 de março de 2014

2010 [1984] peter hyams

depois de ver o dois-mil-e-um pareceu-me por bem ver o dois-mil-e-dez.
qual quê; o que parecia uma boa ideia foi uma espécie de regresso ao (secundário) passado.
(ou seja,) foi como ler um bom romance e depois passar uma vista de olhos pelo resumo das edições europa-américa.

terça-feira, 18 de março de 2014

daybreak

como não com ando vontade de aturar gente;
decidi convidar-me (apenas, e só, a mim) para jantar;
sei que será complicado dividir a conta,
mas ao menos vou beber pelos dois.

sexta-feira, 14 de março de 2014

2001: a space odyssey [1968] stanley kubrick

atendendo que mais-vale-tarde-que-nunca, vi finalmente o filme.
foi(-me) impossível não pensar no little britain.

quinta-feira, 13 de março de 2014

sick & tired; rise & shine

o documento que me (des)anima tem dois tipos de tópicos: os (des)interessantes e os que nem-interessam-ao-menino-jesus. e eis-me (aqui) hoje às voltas com o tema: "portas interiores".
nada há de mais difícil que descrever o óbvio.
assim, posso (sempre) nada escrever e citar os escritos de pereira da costa em 1955:
"as portas interiores (...) são os vãos de batentes que funcionam nos portais abertos nas paredes divisórias das edificações".
a segunda opção será nada citar e arriscar a descrição do óbvio, o que descambou em algo como isto:
"as portas interiores são portas interiores porque se localizam no interior das construções, (pois) se se localizassem no limite seriam portas exteriores. é pois essa a grande diferença entre portas exteriores e portas interiores: quando se atravessa uma porta interior passa-se do interior de um compartimento para o interior de outro, (já) com as exteriores passa-se algo diferente: ou se entra no edifício ou se sai do edifício, porque se se passar de uma parte do edifício para outra, (lá está) não é através duma porta exterior mas sim de uma porta interior."
(de modos que) me encontro agora em mais um dos meus não-dilemas:
cito e não uso as minhas palavras?
uso as minhas palavras e nada cito?
intercalo com (pinocas) fotografias as minhas palavras com a citação?
uso só fotografias?
solto um par de espirros e meto baixa?

quarta-feira, 12 de março de 2014

prayer of dice

volta-não-volta dá-me para ourvir mash-up's. há sempre um no meio de noventa e sete que tem a sua piada. e depois existem os outros, desta vez fui brindado com uma (aterradora) miscelânea que combinava bon jovi com tiesto.
(definitivamente,) os filmes de terror são sobrevalorizados.

terça-feira, 11 de março de 2014

here is no why

que se faz depois de uns quantos pares de meses a ansiar pelo sol?
(naturalmente,) procura-se uma sombra.

segunda-feira, 10 de março de 2014

mellon collie and the infinite sadness

(na pior altura,) nada mais há de previsível que um imprevisto.

quinta-feira, 6 de março de 2014

happy [2013] pharrell williams

chateei-me comigo. again. (mas) desta vez optei por esquecer a máxima "(eu) perdoo mas não esqueço".
assim, e de um modo vil e baixinho, pus o despertador para as cinco da matina.
no entretanto adormeci; para depois acordar às cinco em ponto com um happy pharrell.
tinha para mim que aquela música era de uma palerma melodia contagiante. mas não; não o é, pelo menos não às cinco da matina. acrescente-se o facto de não ter voltado a adormecer e eis-me (aqui) mal-disposto.
não está a ser fácil. além da (épica) neura, a minha actividade cerebral apresenta a velocidade de uma repetição em câmara lenta de uma qualquer (técnico-táctica) jogada de curling.
o que nem-é-bom. (até porque) tenho que escrever qualquer coisa sobre "o-modo-como-as-vergas-se-aplicam-nos-tranqueiros-e-as-bacias-dos-mesmos-assentam-nos-socos" e apenas consigo pensar em vinganças e almofadas.

terça-feira, 4 de março de 2014

her [2013] spike jonze

comecei a ver filme e dei por mim a pensar no eternal sunshine of the the spotless mind;
depois principiei a questionar-me: (mas) porquê o eternal sunshine e não o blue valentinte?
(já) quase distraído travei-me de razões comigo:
ou vês o filme ou (tentas) pensar, as duas (é que) não.
e deixe-me perder por aquele bonito filme triste.
bonito e triste como só a (in)finita tristeza pode ser bela.
triste e bonito como só a melancólica beleza consegue ser triste.
(sim,) o futuro poderá ser uma cena desconhecida e assustadora,
mas nada que não se resolva com um gato morto na mesinha de cabeceira.


segunda-feira, 3 de março de 2014

gravity [2013] alfonso cuarón

que escrever sobre um filme que filma uma personagem over and over and over, e no final sai um óscar para todos menos para ela?