sexta-feira, 30 de maio de 2008

a dependência de um esboço

os arquitectos são como (que) etéreo-eternos toxicodependentes, ora se entretêem com (as suas) linhas ora se divertem com (os seus) riscos.

terça-feira, 27 de maio de 2008

pirómano com causa

q. encetou uma cruzada contra as (malfadadas) drogas leves. sempre que as vê, queima-as.

segunda-feira, 26 de maio de 2008

gracias pelo jantar

por vezes sou ovo-lacto vegetariano, mas nunca em mais do que duas refeições por semana.

sexta-feira, 23 de maio de 2008

indesculpável heresia

se a hóstia é o corpo de Jesus, qual o porquê da Igreja não reconhecer a validade do canibalismo?

quarta-feira, 21 de maio de 2008

mais fundo é impossível

ponto um: o que faz o jason alexander (o grande) no pretty woman? ponto dois (e sem dúvida mais preocupante) porque (raio) vi o filme ontem?

terça-feira, 20 de maio de 2008

o feijão verde

rapar o cabelo está longe de ser a coisa mais inteligente que fiz. é por estas e por outras que fico (bem) melhor quando não faço nada.

segunda-feira, 19 de maio de 2008

a história da (minha) vida

oh vida, tenho tanto para fazer e não me apetece fazer nada.

sexta-feira, 16 de maio de 2008

o samaritanismo meio-alcoólico

a sobriedade não é má, permite-nos pensar na vida ou inutilizarmo-nos entre o puff e o sofá, e o beber em excesso não deixa de ser pinoca, as mil e uma preocupações que são a vida transformam-se (apenas e só) numa enorme preocupaçãozita: Quem vai buscar a próxima rodada?
é o percurso que me assusta, o nem sóbrio nem bêbado mas a caminhar (a largos passos) para o estado de (avançada) zequice. estar meio-bêbado é chato, ora se oscila entre a idiotice e a palermice, ora se descai para a imbecilidade (de, como por exemplo, ir às compras). mas talvez seja melhor não ir por aí e encaminhar-me para um (bem mais) samaritano caminho: ninguém quer uma camisa às flores com umas cores que teriam feito furor numa qualquer edição do festival da eurovisão?

quarta-feira, 14 de maio de 2008

prenda(dos) ensaios [desnecessários]

ensaio émeniano:
tenho uma natureza distraída e pouco (ou nenhum) jeito para comprar prendas, sei (sempre) o que não comprar mas nunca o que comprar. entro relutantemente nas lojas e fico para ali a olhar como se fosse a claudisabel a olhar para um vinil dos smiths. Posso ajudá-lo? perguntam-me mediante um (es)forçado sorriso ao que respondo com um Sim, por favor. Temos uns magníficos broches de autora feitos manualmente. ok, eu sei que já passou algum tempo (desde a última vez), e sei também que no Porto os mil-folhas se chamam napoleão, mas o recurso à mão não tem outro nome?

ensaio quêniano:
m., disse q., comprar prendas não é comigo, fico sempre à entrada das lojas como o nulo gomes a olhar para a baliza à espera que uma qualquer sugestão do empregado. (ainda) ontem entrei numa loja toda pinoca e aconselharam-me um broche de autora feitos à mão, E q. compraste?, Achas? não era para mim era para oferecer a uma amiga.

segunda-feira, 12 de maio de 2008

verdinho esclarecimento

musgo no telhado é uma coisa, cobertura(s) ajardinada(s) outra.